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I Simpósio Internacional

I Simpósio Internacional: Diálogos Interculturais  na Fronteira Panamazônica

 A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, coordenadora do I Simpósio  Internacional – Diálogos interculturais na Fronteira Panamazônica,  recepcionou no dia 12 de setembro de 2011, lideranças tradicionais, gestores escolas, pais e alunos indígenas de diversas  comunidades localizadas nas calhas dos rios da região do Rio Negro. Além dos indígenas  participaram representantes da UFAM, IFAM,  do Exercito Brasileiro, SEDUC, Faculdade Dom Bosco, Prefeitura  de São Gabriel da Cachoeira-AM, Consulado da Colômbia  e Diocese de São Gabriel, bem como outras Instituições.

O Presidente do Conselho Diretor da FOIRN – Renato Matos  deu  boas vindas aos presentes  e em sua fala destacou o processo de construção da Universidade Indígena, afirmando que é necessário pensar no presente para a construção do futuro  de São Gabriel, os benefícios gerados pela Universidade tem que ser bom não só para os indígenas  mas para todos.

Por sua vez, o diretor da FOIRN  Maximiliano Menezes destacou a importância de receber representantes das universidades indígenas da Colombia e Venezuela  para debater  a educação escolar indígena no Rio negro, lembrou  que passados 500 anos da colonização e 300 no Rio Negro,  o sistema de colonização ainda se faz presente nos dia de hoje,  enfatizou que  não quer uma educação copiada, mas sim feito pelos indígenas.

O Presidente da FOIRN, Abraão França, enfatizou o papel da escola diferenciada, desde o Ensino Fundamental, passando pelo Ensino Médio e chega até o Ensino Superior, e a articulação que ela deve ter com os cursos de licenciatura que estão sendo desenvolvidas pela UFAM, UEA, IFAM.

O secretário da SEMEC-SGC, Adelino Arantes, em sua exposição observou que a educação escolar indígena deve ser discutida pelos indígenas. Solicitou que os professores  aproveitem o máximo a discussão para  fiquem até o final para aproveitarem bem o encontro. O representante do IFAM, senhor Elias Brasiliano falou sobre o processo de empoderamento  dos povos indígenas , afirmou que os mesmos devem ser protagonistas de suas histórias.

Representando a SEDUC Francisca  Brasão  falou sobre o compromisso  da Secretaria , através da Gerência de Educação Escolar Indígena  com a qualidade de ensino no município de São Gabriel da Cachoeira. Padre Justino, representando os salesianos expôs que, a instituição fez reflexão sobre a sua historia na região, e destacou a contribuição que os Salesianos tem dado aos povos indígenas do Rio Negro. Lembrou que é sempre bom  ter dúvidas , pois as mesmas fazem surgir a sabedoria.

A vereadora  Osmarina Pena, representando a Câmara Municipal fala da importância do esforço de todos para colocar em prática  os encaminhamentos do Simpósio. O General Jaborandi, representando o Exército  falou da importância das comunidades indígenas  decidirem seu futuro, terem metas e objetivos bem definidos. Observou o estado calamitoso que Davi Denis agradeceu a oportunidade de participar do Simpósio, frisou que é necessário ter coragem para fazer as mudanças necessárias e que o evento é de suma importância para o fortalecimento da educação. O representando da Diocese de São Gabriel da Cachoeira,  Padre Ives, lembra o  Simpósio fosse há 50 anos atrás o público seria outro,os não índios estarei falando e os indígenas seriam os ouvintes. Esse Simpósio está demonstrando que a realidade hoje é outra. Pois os indígenas estão ocupando seu espaço.

O cônsul da Colômbia, Matias Vasques Gonzales reafirmou a importância  do Simpósio e que compartilha e solidariza-se com luta da e o bem estar da população indígena, e observa a necessidade de fortalecer  a educação escolar básica  para que se tenha uma boa educação superior.

O coordenador do Simpósio  Israel  Fontes Dutra enfatizou  que todos estão construindo o sonho da Universidade Indígena , diz que no futuro os nossos filhos do presente agradecerão  por esse momento. Observou que as idéias nascem na maloca, e pede uma salva de palmas para os pajés, pois os mesmos garantiram a sobrevivência da cultura dos povos do rio Negro.

Representando a UFAM, o senhor Raimundo Nonato enfatiza a importância dos saberes indígenas e destacou a necessidade de se construir o diálogo baseando-se no respeito a as diferenças. Representando a Universidade Indígena da Colômbia, Graciela Bolanos, frisou que está muito contente em estar participando do Simpósio, lembra que o reconhecimento dos direitos dos povos indígenas é uma luta árdua. Lembrou que a Colômbia passa por um momento de reconstrução na sua relação com os indígenas e a  Universidade Indígena e um reflexo dessa construção.     

Experiências de Universidades Indígenas na Colômbia  e Venezuela

 

A construção e implantação de Universidades Indígenas na Colômbia foi objeto de exposição e debate no I Simpósio  Internacional – Diálogos interculturais na Fronteira Panamazônica. Senhora Graziella Bolonas representante da Universidade Autônoma Indígena Intercultural Nacional da Colômbia (UAIIN) Em sua exposição, observou que na Colombia ainda não existe uma política clara que reconheça a educação Universitária Indígena.

Observou que as iniciativas voltadas para reconstrução da educação e a implementação da  Universidade Indígena, tem corrido a partir do processo político desenvolvido pelo movimento  indígena que desencadeou na forma do CRIC – Conselho Regional Indígena da Colômbia em 1971, que defende e considera como um dos principais pontos de luta a revitalização da cultura. Quanto a construção da universidade, a Universidade Autônoma Indígena em 1998 e resultado de um  processo educativo  próprio (cabildos indígenas e assembléias comunitárias) e do controle do processo comunitário dos indígenas sobre a educação indígena de forma diferenciada e num grande esforço de diálogo intercultural.

A experiência  da Universidade Indígena da Venezuela,  foi apresentado pelo senhores José Korta  e Wesiyuma, da etnia Ye`.Kwana, Wasiyuma apresentou a experiência da Universidade Indígena da Venezuela como um espaço livre que foi aproveitado pelas comunidades interessadas numa educação baseada indígena na autonomia. Fortalecimento das culturas indígenas. 2. Protagonismo indígena – escritores de seu próprio conhecimento, 3. Toma de consciência da situação atual ,  4.superação cultural, 5.assumir  o comunitário,6. Assumir  as  ferramentas ocidental  necessárias   para  fortalecer  a  cultural  indígena, 7. Reafirmação  cultural  dos povos  indígenas, 8. Produção  agroecológica.  Em suma, a UIV criou a partir das iniciativas das comunidades indígenas Del Cano Tauca no Município de Sucre, um espaço para o pensamento e a reflexão da resistência e afirmação dos povos indígenas da Venezuela com referencias para toda America Latina.

Experiências de ensino superior indígena no Amazonas

O Representante da IFAM, Prof. Elias Brasilino destacou a importância de estabelecer e fortalecer o diálogo intercultural. O Movimento Indígena, nesse aspecto, deve ser protagonista, para objetivar o empoderamento com o intuito de tornar as ações indígenas, no tocante a educação, elemento transformador da realidade em que ele vive.  O Prof. Raimundo Nonato, a partir da experiência da da licenciatura em Ciência Naturais da UFAM ofertado para o povo Satere-Mawe e outros oferecidos na região do rio Negro, e as licenciaturas intercultural indígena que estão sendo desenvolvidos em São Gabriel da Cachoeira e em Autazes para os Mura.

A partir dessas experiências o Professor fez a distinção entre educação superior indigenista e educação superior indígena. Explicando que  primeiro, o projeto político pedagógico é fechado e não há  espaço para que os indígenas possam interferir no processo de formação. Enquanto, a educação indígena, o pensamento indígena e sua visão de mundo foram contemplados nas duas licenciaturas que hoje são desenvolvidas, visto que, os indígenas participaram ativamente do processo de formatação do projeto político pedagógico.

Padre Justino fecha o primeiro dia do encontro reforçando que a Universidade Indígena deve formar profissionais nas diversas áreas do saber  que atendam as necessidades locais  e que as famílias devem apoiar seus jovens.

É feito o lançamento de um livro.

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Sobre FOIRN - Comunicação

Somos a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro a entidade sem fins lucrativos, fundada em 30 de abril de 1987, para lutar e defender os direitos dos povos indígenas do alto Rio Negro.

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