Foirn leva experiência de luta das mulheres rionegrinas para fortalecimento das Xinguanas da ATIX

Representantes do Departamento de Mulheres Indígenas do Rio da FOIRN marcou presença e contribuiu durante o I Encontro das Mulheres Indígenas do Xingu, realizado na Aldeia Ilha Grande nos dias  11 à 13 de maio. 

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Do lado direito a Watatakalu Yawalapiti , a Coordenadora do Departamento de Mulheres da ATIX. Foto: Reprodução/Facebook

Com objetivo de contribuir de fortalecer e consolidar a criação de um departamento de mulheres na estrutura da Associação Terra Indígena do Xingu, a coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas da Foirn, Elizangela da Silva Baré e a Rosilda Cordeiro liderança Tukano, foram até Aldeia Ilha Grande na Terra Indígena do Xingu para participar do I Encontro de Mulheres Indígenas do Xingu.

No primeiro dia, foi apresentado a linha do tempo da luta das mulheres Xinguanas durante os últimos dez anos. Onde foi destacado a participação delas no movimento indígena, especialmente nas discussões sobre a saúde indígena. Nesse processo histórico de participação, destaca-se a Mapulu Kamayurá, uma das primeiras conselheiras de saúde e pajé do Alto Xingu, que recebeu Prêmio de Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos em 2018.

As mulheres indígenas representantes da Foirn do evento, contribuiu no relato de experiências da luta e da organização institucional e gestão territorial. O Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro, atualmente congrega 33 associações de mulheres indígenas distribuídas em 3 municípios: São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos.

“Falamos da nossa organização interna e como funciona o departamento e sua articulação com as associações das mulheres indígenas aqui no Rio Negro. Nossa contribuição foi com nossa experiência, a experiência das mulheres indígenas do Rio Negro”. Afirma, Elizangela Baré.

A Watatakalu Yawalapiti do Alto Xingu foi indicada para coordenadora e Amairé Kaiabi Suiá do Baixo Xingu para secretária do Departamento das Mulheres do Xingu que serão referência a partir de agora para continuar a luta das mulheres indígenas do Xingú.

Para preservar paisagens e territórios é preciso tratar da preservação das populações indígenas que habitam essas áreas, defende Marivelton Barroso, presidente da Foirn, em Brasília

Ministério do Meio Ambiente realiza o Seminário Conectividade de Paisagens: Experiências atuais e oportunidades para implementação de ações em conectividade de paisagens trazendo novas experiências e atores, como as organizações e lideranças indígenas. A Foirn representa experiências de Terras Indígenas do Rio Negro e Sítio Ramsar Rio Negro

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Presidente da FOIRN, Marilveton Rodriguês Barroso e Carlos Nery da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (Caimbrn) participaram do evento realizado pelo Ministério do Meio Ambienta/MMA em Brasília

O que é Programa Conecta

Instituído pela Portaria nº 75, de 26 de março de 2018, o Programa Nacional de Conectividade de Paisagens tem o objetivo de promover a conectividade de ecossistemas e a gestão das paisagens no território brasileiro, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente.

A atuação do Programa é baseada nos seguintes eixos temáticos: conservação e recuperação ambiental; gestão territorial; e produção sustentável.

Isso por meio de políticas públicas integradas que proporcionam o desenvolvimento sustentável e estimulam a sinergia entre a conservação da natureza, a manutenção dos processos ecológicos e a prosperidade social econômica e cultural. E ainda contribuindo para a redução dos efeitos das mudanças climáticas sobre o ambiente e sua população.

Umas das metas é construir um programa de Estado que pense e ordene a conectividade territorial, tanto do ponto de vista da biodiversidade e da conservação, quanto do humano e do uso do solo. Por isso, apesar de ter sido criada dentro do âmbito do MMA, outros ministérios, como o da Agricultura, se juntaram às discussões.

Preservar as paisagens e território, é preservar seus povos

Parte da mesa de abertura, o diretor presidente da Foirn, Marivelton Barroso, do povo Baré, defendeu que para preservar as paisagens e territórios, como é a proposta do programa, é fundamental garantir os direitos das populações que vivem nesses territórios, como indígenas, quilombolas e outros.

“É preciso pensar nas populações que vivem nesses territórios e buscar formas de gerir de forma compartilhada essas áreas protegidas, garantindo o desenvolvimento dessas populações”, disse.

A Foirn, representante dos povos indígenas do Rio Negro, leva para o seminário as iniciativas e experiências em curso como o Sítio Ramsar Rio Negro reconhecido como a maior sítio de área úmida do mundo em março deste ano, que chega para fortalecer e contribuir com a elaboração dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas do Rio Negro.

Outro assunto apresentado foi a necessidade de o governo brasileiro reconhecer o Corredor Biológico e Cultural AAA (Andes- Amazônia-Atlântico) coordenado pela Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônia (COICA), da qual a Foirn é base, que também segue a linha de proteção de florestas, territórios e desenvolvimento sustentável das populações indígenas que vivem nessas áreas.

Leia também: Encontro reúne lideranças indígenas de nove países em Bogotá para tratar de ambicioso corredor ecológico e cultural

Ameaças às Terras Indígenas e áreas protegidas

 Além das invasões dos territórios indígenas por madeireiros, garimpeiros e outros, uma das grandes ameaças aos povos indígenas são as propostas de leis que querem tirar os direitos garantidos na Constituição Federal, muitos deles interferem diretamente no processo de demarcação de Terras Indígenas que ainda precisam ser reconhecidos e demarcadas. 

Maloca de Itacoatiara Mirim é reinaugurada no dia do Índio

População de São Gabriel da Cachoeira (AM) comemora a reabertura de importante centro de resistência cultural indígena na cidade

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Mestre Luiz Laureano toca japurutu ao lado do seu irmão na reabertura da Maloca de Itacoatiara Mirim|Ovinho Tuyuka / Rede de Comunicadores Indígenas do Rio Negro

Com muito caxiri, quinhampira, mujeca e música tradicional do Alto Rio Negro, o Mestre Luiz Laureano Baniwa, de 71 anos, reinaugurou sua Maloca em uma grande festa, no bairro de Itacoatiara Mirim, na periferia de São Gabriel da Cachoeira (AM)

A Maloca de Itacoatiara reabriu neste 19 de abril, dia do Índio, após quase um ano fechada para reforma. Apoiada pelo Instituto Socioambiental (ISA), a Maloca promoveu uma campanha de financiamento coletivo na internet para captar doações para sua reconstrução. O valor de R$ 20 mil coletado foi suficiente para arcar com as despesas necessárias à obra, que contou com amplo trabalho da comunidade e, sobretudo, do seu principal construtor, Mestre Luiz.

Durante todo o dia 19, Mestre Luiz e a comunidade multiétnica de Itacoatiara Mirim promoveram um festival cultural indígena para receber a população de São Gabriel e visitantes de fora. “Estou muito feliz porque conseguimos reconstruir nossa Maloca Casa de Conhecimento. Agora podemos receber todo mundo de novo para mostrar nossa cultura”, celebra Mestre Luiz.

Para recuperar sua tradição, Luiz Laureano ergueu a Maloca de Itacoatiara em 2005 e, desde então, mora com a sua esposa no local, onde também recebe visitantes, promove eventos culturais, festas comunitárias, faz benzimentos e outros rituais de cura. Evangélico, Mestre Luiz não deixa sua cultura de lado e concilia a religião cristã com os rituais indígenas. “Importante é manter a cultura do índio, porque sou índio Baniwa mesmo. Essa é a minha palavra”, enfatiza o carismático Mestre Luiz.

Com 90% da população indígena, São Gabriel da Cachoeira concentra 23 etnias e possui quatro línguas indígenas cooficiais (Baniwa, Nhengatu, Tukano e mais recentemente, o Yanomami). Por toda essa riqueza e diversidade cultural, São Gabriel recebe o título de cidade mais indígena do Brasil. Na área urbana do município existem apenas duas Malocas, a de Itacoatiara Mirim e a da Foirn (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), importante local de reunião do movimento indígena, também reconstruída recentemente pelo Mestre Luiz.

Por Juliana Radler

Publicado originalmente no: https://www.socioambiental.org/pt-br/blog/blog-do-rio-negro/maloca-de-itacoatiara-mirim-e-reinaugurada-no-dia-do-indio

 

 

Seminário Povos Indígenas do Rio Negro começa na segunda-feira, 17/04, confira a programação

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O Seminário Povos Indígenas do Rio Negro vai promover o III Encontro de Lideranças Indígenas do Rio Negro nos dias 17 a 19/04, na Casa dos Saberes da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), em São Gabriel da Cachoeira.

O seminário será divido em duas partes: a primeira parte, que ocorrerá nos primeiros dois dias vai tratar do tema DESAFIOS INDÍGENAS NA SUSTENTABILIDADE, essa parte terá 5 atividades, que será apresentações sobre temáticas específicas como Histórico e incidências políticas no Rio Negro e no Brasil, Linha de tempo e a perspectivas regionais, Desafios e perspectivas de gênero do Movimento Indígena Rio Negro, PGTA e Sustentabilidade do Rio Negro: oportunidades, riscos e caminhos e Experiências de povos indígenas com Empresas.

A segunda parte terá como a pauta central a GOVERNANÇA PÚBLICA NO RIO NEGRO, onde além de apresentações sobre o tema, terá também a apresentação de planos de trabalhos anual de todas as instituições quem atuam na região do Rio Negro.

Ao longo do evento terá também noites culturais, exibição de vídeos, exposição de artesanatos e comidas típicas e muito mais.

Confira a programação abaixo.

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DIA 17/04/2017
PRIMEIRA PARTE: DESAFIOS INDÍGENAS NA SUSTENTABILIDADE
Manhã
Atividade 1: Histórico e incidências políticas no Rio Negro e no Brasil (Márcio Santilli e Gersem Baniwa).

Atividade 2: Linha de tempo e a perspectivas regionais (Baixo Waupés e Tiquié (COITUA); Médio, alto Waupés e Papuri (COIDI); Alto Rio Negro e Xié (CAIARNX); Baixo Rio Negro (SGC, Santa Isabel e Barcelos) (CAIBRN); Içana e afluentes (CABC); Táwa (indígenas da cidade).
Debatedores: Bráz França, Almerinda Ramos, Prefeito Clóvis Curubão Tariano, Coordenador Funai Domingos Barreto e João Paulo Barreto.

Tarde
Atividade 3: Desafios e perspectivas de gênero do Movimento Indígena Rio Negro
Expositores: Departamento de Mulheres da FOIRN, UMIAB – União de Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira e Departamento da Juventude da FOIRN.

DIA – 18/04/2017
Manhã
Atividade 4: PGTA e Sustentabilidade do Rio Negro: oportunidades, riscos e caminhos diferentes.
Expositores: CIR, OPIAC, ATIX, Sateré/Guaraná e Wite Kate
Debatedores: Wariró, OIBI, ACIBRIN e Assai.

Tarde
Atividade 5: Experiências de povos indígenas com Empresas
Expositores: Bonifácio José (COIAB), João Neve (COIAB) e Ageu Saterê.
Debatedores: FOIRN, ISA, FUNAI, FEI.

DIA – 19/04/2017
SEGUNDA PARTE: GOVERNANÇA PÚBLICA NO RIO NEGRO.

Manhã e tarde
Atividade 1: O que é Governança e Gestão? Políticas e Administração pública no Rio Negro;
Expositores: Dr. Mateus e Fernando Merloto Soave do Ministério Público Federal.

Atividade 2: Relatório das atividades das instituições referentes as recomendações do MPF e MPE/2016 e plano anual de 2017;FOIRN (Marivelton Barroso Presidente); FUNAI (Domingos Barreto Coordenador); ISA (Beto ou Aloisio Cabalzar Coordenador do Programa Rio Negro); BRIGADA (General Bandeira); IFAM (Professor Elias Brasilino Diretor Geral do Campus); UEA (Solange Diretora); DSEI ( Coordenador/a); Prefeituras (Prefeito Barcelos, Santa Isabel e São Gabriel da Cachoeira); IDAM (Jander); e ICMBio.

Tarde
Encaminhamentos finais e documento do seminário.

Mulheres Indígenas do Rio Negro elegem nova coordenação para Departamento de Mulheres da FOIRN para gestão 2017-2019

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Verônica Ramos Pena da etnia Hupdah da Comunidade Nossa Senhora de Fátima da região de Iauaretê particiou pela primeira vez uma assembleia das mulheres indígenas do Rio Negro.

Encerrou na tarde desta sexta-feira, 21/10, na maloca Casa dos Saberes da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – Foirn, a VII Assembleia do Departamento de Mulheres Indígenas que reuniu mais de 100 mulheres indígenas das diversas etnias do Rio Negro para discutir temas de interesse relacionados aos direitos dos povos indígenas e em especial da mulher indígena.

No primeiro dia, a atual coordenadora da União das Mulheres Indígenas da Amazônia (Umiab) fez uma  apresentação do panorama atual da luta dos povos indígenas pelos direitos e a participação das mulheres nessa luta. “Vivemos atualmente num momento muito difícil para nós povos indígenas, muitas PECs ( Propostas de Emendas Constitucionais) tramitam no Congresso Nacional que querem tirar nossos direitos garantidos, como por exemplo a “PEC da Morte” (PEC 215/00). Por isso, precisamos nos fortalecer e continuar lutando”, diz.

No segundo dia, Renato Matos,  Diretor da FOIRN fez um resumo da luta dos povos indígenas do Rio Negro pelos direitos através da FOIRN, destacou as conquistas como a Demarcação das Terras Indígenas e outras experiências exitosas como a Educação Escolar Indígena, Valorização Cultura e outros.

O diretor lembrou que as mulheres indígenas sempre estiveram presentes no movimento indígena desde quando começou ainda nos anos de 1970, porém, só em 2002, resultados de reivindicações das mulheres foi criado na estrutura da Foirn o Departamento de Mulheres Indígenas. Lembrou ainda que o movimento é um só e que tanto homens e mulheres fazem parte do movimento indígena, por isso, não é um movimento separado.

As atuais coordenadoras do departamento apresentaram o relatório de atividades, onde destacaram as realizações e as metas alcançadas. A Rosilda Cordeiro disse que na medida do possível as atividades de articulação, elaboração de pequenos projetos voltados para a exposição de artesanatos e encontro de mulheres foram realizadas ao longo dos anos em que estiveram na coordenação do departamento. “Podemos afirmar que conseguimos fazer alguns trabalhos dentro das nossas capacidades e condições para fortalecer as associações das mulheres. Um exemplo disso é a criação da Komirayõma a primeira associação de mulheres Yanomami”, disse.

A Francinéia Fontes destacou que vários desafios  e projetos precisam ser feitos para que as mulheres através de suas associações se fortaleçam nas suas regiões para contribuir em várias áreas como na saúde, valorização cultural entre outros. Lembrou que o Projeto Telesaúde Indígena do Rio Negro desenvolvido pela FOIRN através do Departamento de Mulheres deve ser fortalecido nos próximos anos.

Após cada apresentação foram feitos grupos de trabalhos e abertos momentos de discussões e debates em plenária, que resultaram em propostas que serão incluídas no plano de trabalho para a próxima gestão.

Na tarde do segundo e último dia as candidatas à coordenação foram apresentadas, onde tiveram momento de discurso de apresentação de propostas caso eleitas. Após este momento, foi organizada a votação, onde cada associação presente através de suas delegadas participou da eleição.

O resultado da eleição ficou:

  • Janete Figueireido Dessana – 18 votos (eleita);
  • Elizângela da Silva Baré – 18 votos (eleita);
  • Sônia Bitencourt – 15 votos;
  • Bernadete Artesã – 6 votos.

Após a apuração dos votos as eleitas tiveram o uso da palavra pra reafirmar o compromisso de trabalho para os próximos anos no departamento e no movimento indígena do Rio Negro. Após isso, a  atual coordenação agradeceu todas as participantes mulheres e homens que contribuíram durante os dois de assembleia.

Lembrou que só foi possível a realização do evento graças ao apoio da Fundação Nacional do Índio através da Coordenação Regional Rio Negro e parcerias com o Instituto Socioambiental – ISA e apoio institucional da Rainforest da Noruega, Horizont3000, Embaixada Real da Noruega e Aliança Pelo Clima.

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Algumas imagens da assembleia:

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Mulheres durante a eleição da nova coordenação. Foto: Ray Baiwa/Foirn
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Francinéia Fontes e Rosilda Cordeiro – atuais coordenadoras do Departamento de Mulheres da Foirn. Foto: Ray Baniwa/Foirn

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Elizângela da Silva e Janete Figueiredo são as coordenadoras eleitas para 2017-2019 do Departamento de Mulheres Indígenas. Foto: Ray Baniwa/Foirn

 

Após três dias, o I Festival da diversidade Cultural é encerrado com das danças tradicionais em São Gabriel da Cachoeira

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Nada melhor que encerrar um evento cultural com danças indígenas. Foi o que aconteceu no encerramento do I Festival da Diversidade Cultural do Rio Negro que reuniu durante três dias (01-03)  várias etnias do Rio Negro para discutir economia indígena, valorização dos conhecimentos milenares e a venda seus artesanatos e produtos da roça.

As artesãs afirmaram nas suas avaliações que o evento foi muito bom e que vão voltar satisfeitas pelos resultados que alcançaram. E destacaram que o mais relevante nesses dias de evento foi a troca de experiências e a aprendizagem de nossos conhecimentos.

“Foi muito bom, tivermos a oportunidade de rever nossas amigas e conhecemos novas pessoas. O mais importante que aconteceu nesses dias foi a troca de experiências com outras artesãs e os novos aprendizados. Precisamos continuar e fortalecer ainda mais essa iniciativa”, Cecília da ASSAI – Associação das Artesãs Indígenas de São Gabriel da Cachoeira.

De acordo elas, para próximo edição do evento, a coordenação precisa intensificar a divulgação do evento para que mais pessoas participem ou visitem a exposição.

A presidente da FOIRN, Almerinda Ramos de Lima, disse que o compromisso da diretoria executiva e da instituição é melhorar para próxima edição e trazer mais pessoas das bases para participar do evento. E trazer mais parceiros para apoiar a iniciativa.

“Na próxima queremos fazer ainda melhor e maior. Pois dessa vez, não conseguimos trazer todas as 20 associações que convidados. E diversificar ainda mais as atividades durante o evento”, disse Rosilda Coordeiro, Coordenadora do Departamento de Mulheres, uma das coordenadoras do evento.

Cerca de trezentas pessoas passaram pelo evento além dos artesãos que instalaram as barracas nas dependências da FOIRN durante os três dias de festival.

A realização do evento é uma reivindicação das associações de base, como espaço de exposição de artesanatos, discussão e debate sobre a economia indígena e empreendedorismo e a especialmente a celebração da diversidade de culturas  dos povos que vivem no Rio Negro . E a FOIRN através do Departamento de Mulheres, buscou parcerias e recursos para que o evento fosse realizado. Contou com apoio do Museo do Índio, Fundação Nacional do Índio (CR Rio Negro), e parceria do Instituto Socioambiental e IDAM-SGC.

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Leia também: I Festival da Diversidade Cultural do Rio Negro é realizado pela FOIRN em São Gabriel da Cachoeira

Adolescentes e jovens indígenas elegem coordenação e formam Rede para fortalecer o movimento no Rio Negro em assembleia geral

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Em três dias de Assembleia, adolescentes e jovens indígenas debateram os principais problemas e desafios enfrentados por eles hoje nas suas comunidades em todo o Rio Negro.  A base central de todos os trabalhos foi a “Terra e Cultura: –  Formas de o futuro e o desenvolvimento da juventude indígena no Rio Negro.

Lideranças indígenas foram convidados para palestrar sobre temas de interesse dos povos indígenas do Rio Negro como a Cultura,  Gestão Territorial e Ambiental, histórico do movimento indígena e a participação de jovens deste. E entre outros temas.

Com base nestas informações foram feitos trabalhos de grupos por regionais para elaborar propostas diante dos problemas encontrados hoje em várias áreas como na educação, saúde, cultura, esporte e lazer e outros.

Outro destaque do evento foi a discussão do fortalecimento da participação da juventude no movimento indígena Rio Negro. De acordo eles, existe uma necessidade deles se articularem mais e estarem mais ativos no movimento. Para isso, foi formado a Rede de Juventude Indígena do Rio Negro que congrega jovens e adolescentes dos três municípios do Rio Negro (Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira).

A ideia é propiciar um mecanismo de diálogo e articulação permanente entre estes para levar e compartilhar informações variadas, conhecimentos e experiências . Por isso, cada regional tem representantes na Rede criada.

Eleição da nova coordenação para os próximos 4 anos.

Um dos principais assuntos também debatidos foi a avaliação do funcionamento e as conquistas do Departamento de Adolescentes de Jovens Indígenas (Dajirn) que é hoje um departamento dentro da estrutura organizacional da FOIRN, que é resultado de vários anos de reivindicação da juventude.

A ex-coordenadora do Dajirn, Ednéia Teles (hoje Secretária Municipal de Juventude, Esporte e Lazer), apresentou o histórico e contou as conquistas do movimento  de jovens no Rio Negro, entre algumas, como o próprio SEMJEL. “Mas, temos muito a conquistar, para isso precisamos continuar lutando pelos nossos direitos”, disse.

Após entrar no departamento para substituir a coordenadora eleita na segunda assembleia geral, a Adelina de Assis Sampaio, de etnia Dessana foi eleita para os próximos 4 anos. E o outro eleito foi o Lucas da Silva Matos, de etnia Tukano, de Iauaretê. Os eleitos terão posse em novembro deste ano.

EngajaMundo participou da assembleia de jovens em São Gabriel da Cachoeira

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Uma das principais organizações de liderança jovem no Brasil, o EngajaMundo teve representantes na assembleia, que trouxe dinâmicas e a Formação do Engajamundo em mudanças climáticas, que contribuiu na abordagem do tema e na  construção de idéias junto com os jovens indígenas do Rio Negro.

Foram elaborados documentos de reivindicações que serão encaminhados para os órgãos competentes. E por último, foi votado e escolhido local da próxima assembleia de adolescentes e jovens que será em Canafé, na área do município de Barcelos.

O evento foi realizado pela FOIRN/Dajirn com apoio da Fundação Nacional do Índio (CR Rio Negro) e em parceria com o Instituto Socioambietal e IFAM – Campus São Gabriel da Cachoeira. E teve mais de 100 participantes, em sua totalidade, adolescentes e jovens indígenas.

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