I COPA INDÍGENA DE FUTEBOL DE CAMPO EM SANTA ISABEL DO RIO NEGRO

Primeiro torneio que foi organizado para representar os povos indígenas no esporte.

A Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN) da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), com a Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (Acimrn) em parceria com a Prefeitura do Município de Santa Isabel do Rio Negro (PMSIRN), realizam a I Copa Indígena de Futebol de Campo nos dias 17 a 19 de junho de 2022.

 Os primeiros jogos de eliminatórias formados por 11 Times (chile, atletico  Sirn, perseverança,  juventude, peneirando acariquara,  arrumadinho, abianai, vila real, roçado, cartucho, real baniwa), com o objetivo de representar os povos indígenas no esporte.

“Esse torneio de inicio de eliminatórias é um evento que vai ficar para a história, pois é o primeiro  torneio que foi organizado para representar os povos indígenas no esporte.” Afirma Carlos Neri –  coordenador da CAIMBRN.

“O movimento indígena esta tendo para representatividade no esporte e que esse seja o início de várias outras que venham a acontecer  junto com a parceria da Acimrn.” Adilson Joanico – Presidente da ACIMRN .

O evento contou coma presença do Secretário de Esporte e representante do prefeito da PMSIRN,  Evandro (mais conhecido como Bingola), Secretária de Administração  Nete Sanches e o Tenente Coronel Weber – comandante do 3º bis do Município de Barcelos.

O Secretário de Esporte Evandro, disse que sentiu – se honrado por esta apoiando este evento que é de suma importância para o município de Santa Isabel do Rio Negro, o qual fez os agradecimentos em nome do excelentíssimo Prefeito José Fontes Beleza.

“Este é um evento de suma importância para o município, que este campeonato indígena venha  ser reconhecido nas mídias a fora”. Afirmou.

A secretária de Administração Nete Sanches incentivou os jogadores a participarem com garra e respeito, a mesma disse que sentiu se honrada em participar e apoiar a este evento.

FOIRN EM PARCERIA COM A FUNAI REALIZAM REUNIÃO SOBRE ATIVIDADE ILEGAL EM TERRA INDIGENA NO MÉDIO RIO NEGRO

Lideranças e moradores da comunidade Jupati solicitam reunião para tratar sobre atividade ilegal de extração de madeira na área da comunidade e na referida Terra Indígena.

No último dia 15 deste mês (domingo), a Federação das Organizações Indígenas do Rio negro (FOIRN) Fundação Nacional do Índio (FUNAI) realizaram uma reunião na comunidade Jupati, a pedido das lideranças e moradores, sobre atividade Ilegal de extração de madeira na área da comunidade dentro da Terra indígena do médio Rio negro, para a comercialização de forma irregular e não autorizada.

A comunidade protestou da falta de fiscalização e proteção no território e que, órgãos de controle possam exercer o seu papel de defender o território e comunidades sendo uma terra indígena e gleba militar.

Mesmo que a extração sustentável de madeira possa ser uma fonte de renda, muitas das vezes a atividade não é feita de acordo com esses padrões. E isso acaba provocando impactos significativos inclusive a desintegração do habitat das espécies da região e a perda dos serviços ecológicos prestados pelas florestas, como a manutenção do Clima e do ciclo hidrológico (ciclo da água).

Apesar de existir leis que autorizem a exploração de madeiras em áreas especificas, a extração ilegal já está bastante expandida no Brasil e em vários países amazônicos.

O Uso de licenças falsas; Corte de qualquer árvore comercialmente valiosa, independentemente de quais árvores sejam protegidas por lei; Corte em quantidades superiores às cotas permitidas por lei; Corte fora de áreas de concessão florestal; Corte dentro unidades de conservação e terras indígenas. Essas são umas das principais ilegalidades em relação a extração de madeira ilegal.

Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – Imazon, para cada árvore comercial que é retirada, são danificadas outras 27 árvores com mais de 10 cm de diâmetro, são construídos 40 m de estradas e são abertos 600 m² no dossel florestal.

Por tanto a Foirn fará o trabalho em conjunto com a Funai de coibir a situação irregular e ilegal que acontece nesta área pedindo providências e punição ao infrator.

Foirn avança e fortalece cada vez mais a parceria Institucional

A federação vem avançando e fortalecendo cada vez mais com a parceria . Camila Oliveira Cavallari, Luciane Lima , Marivelton Rodrigues Baré e Kristian Bengtso. Foto: Reprodução

Na manhã do dia 02 de maio de 2022, o Diretor presidente da FOIRN Marivelton Rodrigues Baré e a coordenadora do departamento de Negócios Socioambientais, Luciane Lima participaram de uma reunião com os oficiais de projetos Kristian Bengtson e Camila Oliveira Cavallari da Embaixada Real da Noruega, sobre o projeto Fundo Indígena do Rio Negro e Projeto das Coordenadorias Regionais e Departamentos de mulheres e jovens.
Durante a reunião foi tratado sobre a segurança nos territórios e as iniciativas em andamento.

A parceria continua para as ações do movimento indígenas na região e também fortalecimento do Fundo no segundo ciclo do projeto.
E Assim a federação vem avançando e fortalecendo cada vez mais com a parceria.

Nota da FOIRN para a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

Manifesto da FOIRN sobre seminário de Mineração na Amazônia realizado pela SBPC.

Informamos que o Seminário Temático “Mineração na Amazônia: Desafios e Possibilidades”, promovido pela SBPC na data de hoje (07.02), em Manaus, com o objetivo de debater sobre o tema da mineração foi convocado sem tempo hábil para que organizações indígenas representantes de povos do Amazonas, distantes da capital, pudessem participar dessa importante discussão para o futuro dos nossos territórios. Por isso manifestamos aqui a nossa preocupação com a inclusão de nós povos indígenas nesse debate frente às ameaças aos nossos territórios. Vale ressaltar que essa semana o Presidente da República encaminhou para a Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 191/2020, que, entre outros temas, trata da mineração em territórios indígenas. Leia abaixo a nossa carta de manifesto ou veja em anexo.

CARTA DE MANIFESTO

A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN é uma associação civil sem fins lucrativos, sem vinculação Partidária ou Religiosa, fundada em 30 de abril de 1987 para defender os direitos dos povos indígenas que habitam a Região do Rio Negro no Estado do Amazonas – Brasil. A FOIRN compõe-se de 91 organizações indígenas de base, que representam as comunidades indígenas distribuídas ao longo dos principais rios formadores da bacia do Rio Negro. São cerca de 750 comunidades, onde habitam mais de 50 mil indígenas, compreendendo aproximadamente 5% da população indígena do Brasil, pertencentes a 23 grupos étnicos diferentes, representantes de quatro famílias linguísticas, Tukano, Aruak, Yanomami e Nadehup, numa área de cerca de 13.000.000 de km2, no Noroeste Amazônico Brasileiro, na abrangência dos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos.

Considerando a realização do SEMINÁRIO TEMÁTICO MINERAÇÃO NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES, A FOIRN informa que recebeu o convite, mas seus representantes ficaram impossibilitados de participar por vários motivos inclusive pela distancia até o local da realização da mesma tendo em vista o período do recebimento do convite.

Sobre o tema do Seminário, a FOIRN com legítima representação, levando em consideração a manutenção da autonomia e da autodeterminação dos povos indígenas, com base na Constituição Federal de 1988, artigo 231 e 232, Convenção no169 da OIT sobre Povos Indígenas e Tribais, (ratificada em 2002 – Decreto legislativo no 143, em vigor no Brasil desde 2003), Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (ONU, 2007) e Declaração dos Estados Americanos sobre os Direitos dos Povos Indígenas (OEA, 2016), tem traçado linhas temáticas estratégicas de debate dentro das comunidades indígenas nos últimos anos. Destaques para as linhas temáticas:

 Politica Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas – PNGATI (decreto 2012). Essa politica permitiu FOIRN discutir e construir com seus parceiros o Plano de Gestão das Terras Indígenas do Alto e Médio Rio Negro, apelidado de PGTA Wasu e planos de gestão das terras indígenas demarcadas na região do Médio e Alto Rio Negro (TI Alto Rio Negro, TI Cué-Cué Marabitanas, TI Balaio, TI Rio Téa, TI Médio Rio Negro I, TI Médio Rio Negro II e TI Apapóris), no âmbito da Politica Nacional Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI); Protocolos Autônomos de Consultas. Desde 2019, a FOIRN com seus parceiros deu início ao processo de discussão e construção de protocolos Autônomos de Consulta. Esses instrumentos de uso coletivo são primordiais sobre quaisquer decisões que impliquem ameaças ou benfeitorias dentro das comunidades indígenas.

Por isso, a FOIRN exige que para qualquer diálogo, demanda, projetos, programas, políticas públicas e/ou qualquer medida que venha a afetar nossas vidas e territórios, deve passar por processo de consulta e consentimento prévio, livre e informado aos povos indígenas do Rio Negro, no âmbito desta instituição representativa, ouvidas as lideranças locais, sítios, comunidades, associações, conselhos comunitários e coordenadorias diretamente afetados e respeitadas nossas formas próprias de organização e tomada de decisão.

Portanto convidamos desde já a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC para conhecer os trabalhos desenvolvidos na região do Rio Negro pela FOIRN com seus parceiros.

São Gabriel da cachoeira – AM, 06 de Fevereiro de 2020.

Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN

FOIRN recebe prêmio pelos trabalhos que fortalecem os direitos dos povos indígenas e a preservação do Rio Negro

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Foto: Aliança pelo Clima

O prêmio “Climate Star” foi recebido pelo presidente Marivelton Rodrigues Barroso no dia 18 de outubro e celebra a parceria de 25 anos com a Aliança pelo Clima. O evento acontece de dois em dois anos. A  cerimônia premiou também 15 municípios europeus por suas atividades que buscam proteger o clima e tornar as cidades sustentáveis. As iniciativas premiadas variam desde de programas sociais que geram empregos e distribuem alimentos a alternativas de mobilidade, manejo e reciclagem do lixo, conscientização sobre as mudanças climáticas e atividades pedagógicas. Ao todo, a Aliança pelo Clima tem 1700 municípios filiados na Europa.

Este evento marcou a última noite de uma viagem da delegação da FOIRN e do ISA que foram à Áustria realizar reuniões com o parceiro de 25 anos, Aliança Pelo Clima (Klimabündnis em alemão). Esta atividade de intercâmbio tem acontecido desde o início da parceria entre FOIRN, Aliança pelo Clima e IEZ e Horizont 3000 em 1993. Este ano, os encontros foram todos na Áustria onde foram percorridos 2400 km passando por 7 estados e 21 municípios. Em quatorze dias de viagem foram realizadas encontros com prefeitos, secretários estaduais, governador, professores e alunos que integram essa Aliança.

Os temas apresentados e debatidos foram centrados nos resultados que a FOIRN alcançou através de seus trabalhos em parceria. Ou seja, a demarcação de 13 milhões de hectares de Terras Indígenas, a estruturação de escolas piloto e o fortalecimento da educação escolar indígena intercultural, a rede de radiofonia, suas iniciativas de comercialização e a loja Wariró e trabalhos de controle social e proposição de políticas públicas.

Outro ponto discutido com essa rede de parceiros foram os desafios da região com destaque para o contexto político de ataque aos direitos indígenas e a movimentos sociais como um todo. Outros desafios mencionados foram a   comunicação, meios de transporte e a ameaça de mineração.

Como disse Marivelton ao receber e agradecer o prêmio, a FOIRN espera que as parcerias cresçam e se fortaleçam para que os direitos indígenas resistam e se efetivem.

Encontro reúne lideranças indígenas de nove países em Bogotá para tratar de ambicioso corredor ecológico e cultural

Entre os dias 12 a 19 de agosto de 2018, diretor Isaías Pereira Fontes participou do Encontro de Coordenação Internacional de Cuenca Amazônica com Título “ Um Olhar Indígena Amazônica do Corredor Biológico e Cultural AAA (Andes- Amazônia-Atlantico)”, coordenado no Brasil pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), a qual a Foirn é base. 

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Lideranças Indígenas de nove países participaram do encontro realizado em Bogotá. Foto: Avaaz

O encontro foi apoiado por pequenas doações dos membros da Avaaz em todo o mundo, e a proposta final será trazida para os governos e para a próxima Conferência de Biodiversidade das Nação Unida em novembro.

Objetivo do Encontro

Avançar nos princípios e na contextualização e construção da visão do corredor biológico e cultural da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA) e das organizações indígenas amazônicas e construir um caminho de rota e diretrizes geral para definir as estratégias política da COICA e suas alianças com as ONGs, governo e outros atores chave, comunidade e outros para avançar na construção de implementação de iniciativa indígena para a conectividade do Andes-Amazonas e Atlântico.

Outro ponto, definir conjuntamente entre COICA os pontos focais indígenas do corredor biológico uma estratégia de comunicação e de visibilidade do processo de construção das iniciativas das organizações indígenas amazônicas.

Definir a participação dos atores convocados com fins de construir uma confiança e espirito de diálogo aberto durante o processo de acompanhamento da COICA/organizações Indígenas amazônicas e da construção das propostas da conectividade macro-regional Andes-Amazonas – Atlântico.

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Diretor da FOIRN, Isaias Pereira Fontes na mesa de debate ao lado de uma liderança indígena da Amazônia Brasileira. 

As atividades Preparatórios

 Elaborar perguntas guias que permitam aos participantes discutir previamente a intepretação da iniciativa e a maneira em que as organizações indígenas podem apontar a visão de conectividade macro-regional Andes – Amazonas – Atlântico as perguntas guias ajudaram a definir com;

  • Os conceito e elementos construtivos do corredor desde os indígenas.
  • Princípios manifestações, oportunidade, diretos e conflitos.
  • Iniciativas locais que podem ajudar a conectividade.

Declaração

O encontro encerrou com a elaboração da Declaração de povos indígenas no âmbito da reunião de coordenação internacional do corredor biocultural sagrado territorial AAA (Andes- Amazônia-Atlantico), que define, propõe metas e convida a sociedade a aderir a proposta.

Leia a Declaração: https://drive.google.com/file/d/1YprFz6Z6FB7gMTB1YfwDlcgtau7PoLxY/

Entidade Convocam-te e Organizadoras: OPIAC – AVAAZ.

Participantes: COICA, GAIA, ORPIA, APA, FOAG, OIS, COIAB, CIDOB, AIDESEP, CONFENIAE, ACITAM, ACIYA, ACIMA, AIPEA, ASOAINTAM.

 

Leia também: https://foirn.wordpress.com/2013/12/16/iii-reuniao-tecnica-binacional-brasilcolombia/

 

Comunidades Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro validam PGTA, denunciam ataques aos direitos e cobram a conclusão de demarcação das Terras Indígenas

A VIII assembleia geral da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (Caimbrn), reuniu mais de 200 lideranças indígenas na comunidade Açaituba, no município de Santa Isabel do Rio Negro entre 14 a 17 de agosto

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História de luta reconhecida

“Vi na sigla Foirn a arma para lutar pelos direitos indígenas e pelos parentes”, afirmou Braz França, uma das principais lideranças indígenas do Rio Negro e na história da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, durante a abertura oficial da assembleia.

O primeiro momento da assembleia voltou-se para o relato dos principais momentos vividos pelo movimento indígena do Rio Negro, antes e após a criação da Foirn. “Foram momentos tensos e de enfrentamento das lideranças indígenas contra os invasores, incluindo o próprio Governo brasileiro, que na época, tinha como meta integrar os índios ao restante da população nacional. Foi nesse contexto que as lideranças iniciaram a luta pela demarcação dos seus territórios, e na fundação da Foirn em 1987”, lembra Braz, que foi presidente da federação por dois mandatos.

Contar com as lideranças indígenas mais antigas para contribuir na formação de nova geração de lideranças é prioridade no momento atual de acordo com o presidente da Foirn, Marivelton Rodrigues Barroso, que é um exemplo de liderança da nova geração. “É muito importante que as lideranças mais antigas estejam presentes, contribuam com suas experiências de luta e como também sejam valorizados nos espaços como este (assembleia), ressaltou o presidente, do povo Baré, na abertura da primeira mesa de debate, voltado para relatar as histórias do movimento indígena do Rio Negro.

Além do Braz, outras lideranças indígenas também fizeram parte do debate, como o Clarindo Tariano, fundador da Associação Indígena de Barcelos, Abrahão Oliveira, ex-presidente da Foirn e Armindo Tariano, também liderança indígena da região de Barcelos.

No final da pauta, a assembleia, liderada pelas mulheres indígenas presentes, fizeram um canto de agradecimento como forma de reconhecimento a estas lideranças, em especial ao Braz França.

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Comunidades Indígenas validam Planos de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas

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Os representantes das doze etnias presentes: Baré, Baniwa, Nadëb, Koripako, Yanomami, Tariano, Urubu-tapuia, Dãw, Dessano, Tukano, Piratapuia, Tuyuka tiveram mais uma vez um espaço privilegiado para revisar, analisar e aprovar os Planos de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas das TIs Médio Rio Negro I e II, TI Rio Téa, TI Jurubaxi-Téa e TI Uneuixi. Após esse trabalho feito em grupo, foram apresentadas as prioridades que deverão ser implementados a partir do plano.

Os destaques e prioridades foram definidas a partir dos grandes temas de abastecimento da água, turismo, extrativismo, valorização da cultura, infraestrutura e comunicação.

Representantes de TIs em processo de demarcação como a TI Baixo Rio Negro e Caurés e TI Aracá/Padauiri foram grupos de trabalhos para iniciar o processo de elaboração, que ainda irá ocorrer por um tempo.

O próximo passo da validação antes da publicação desses planos será a apresentação durante a Assembleia Geral da Foirn prevista para o final de novembro, onde, além dos planos das TIs da região do Médio e Baixo Rio Negro, das demais TIs do Rio Negro irão se juntar para a validação final.

 

Terra Indígena é prioridade principal

“Terra Indígena garante nossa vida e existência”, define uma das lideranças indígenas de Barcelos.

“Estamos sofrendo invasões de garimpeiros,  madeireiros  e outros invasores sem nossos territórios, por isso, o nosso objetivo maior e principal é a demarcação de nossas terras, pois, isso nos dará garantias, e é um direito nosso”, reafirma a outra.

As comunidades indígenas localizadas em territórios em processo de demarcação, pediram que os processos sejam acelerados e concluídos.

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Ataques aos os direitos e o movimento indígena do Rio Negro

Em carta, as lideranças presentes na assembleia, repudiaram e denunciaram as ações dos gestores municipais dos três municípios do Rio Negro. A partir da elaboração e discussão dos Planos Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas foram identificados os maiores problemas como entraves ao desenvolvimento dos planos de vida elaborados, como as ações contra os direitos indígenas.

De acordo com as lideranças os gestores públicos promovem ações contra os direitos indígenas, como por exemplo, falam e agem contra a demarcação de Terras Indígenas, alegando que isso trava o desenvolvimento da região, desrespeitam e desmerecem nossas lideranças indígenas perante às nossas comunidades, fecham os olhos às invasões de nossas terras, feita por mineradores, garimpeiros, madeireiros e empresários de pesca, que inclusive muitas vezes são apoiados pelos setores municipais, negam as escolas nas comunidades para nossas crianças, deixando nossos povos com prédios e construções em péssimas condições.

Leia a denúncia completa: https://drive.google.com/file/d/1O2spyP88ve-dfwlK5SjyHF75-QQ-Mb1B/

Transparência é fundamental para o bom andamento os trabalhos

Cada assembleia regional é um espaço de prestação de contas da Foirn para suas bases. Uma oportunidade das lideranças conhecerem melhor como funciona, quais projetos estão sendo desenvolvidos e qual é o planejamento de atividades de curto, médio e longo prazo que a federação tem para a região.

Em Açaituba não foi diferente. A Foirn presente na assembleia, representado pelo diretor presidente e coordenadores dos departamentos de educação, jovens e mulheres tiveram espaços para apresentar as ações, resultados alcançados e planejamentos de trabalhos.

O diretor apresentou em linhas gerais as ações que a Foirn desenvolve em saúde indígena, educação escolar, demarcação das terras indígenas, PNGATI, Sistema Agrícola Tradicional Indígena do Rio Negro, Cadeia de Valor, pendências institucionais, projetos de Turismo em Terras Indígenas, Sítio Ramsar Rio Negro, Orçamento Institucional 2018, parcerias e acordo de parcerias, defesas dos direitos indígenas e entre outros.

“É muito importante que as comunidades e lideranças indígenas saibam a situação real e atual da federação, saber como e onde está atuando”, reafirma, Marivelton.

Projeto fortalecimento das Cadeia de Valor realizado pela Foirn em parceria com o Instituto Sociomabiental (ISA) com apoio da União Européia também foi apresentado. O projeto tem como objetivos: Estruturar cadeias de produtos do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro para serem distribuídos nas redes regionais e nacionais de comércio justo de alto valor agregado; -Adequar tecnologias de processamento necessárias à otimização da produção com qualidade e durabilidade dos produtos, incluindo embalagem, marcas, selos e promovendo geração de energia limpa; e – Prover assessoria especializada aos parceiros para acessar políticas públicas de compras institucionais, e para ampliar o protagonismo e participação nos espaços de construção de políticas públicas que sejam adequadas aos modos de vida dos produtores indígenas.

A reestruturação da Wariró – Casa de Produtos Indígenas Indígenas do Rio Negro e a marca Arte Wariró também foi exposto para análise, avaliação e recomendação aos participantes da assembleia.

Desafios na região

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Fortalecimento é a palavra central do movimento indígena da região do médio e baixo Rio Negro. A primeira delas, foi dado com a recomposição da diretoria da Caimbrn (Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro). A estruturação dos meios de comunicação, bem como a implantação de novas estações de radiofonia também foi apontado como um dos fatores importantes para a gestão, fiscalização do território na região pelas próprias comunidades. O outro desafio é manter fortalecido a luta contra os ataques aos direitos dos povos indígenas que vivem na região.

Para isso, os planos elaborados apresentam propostas que visam solucionar e minimizar esses problemas, e garantir o bem viver e governança dos territórios indígenas na região.

No encerramento, lideranças lembraram que sem parceria e apoio de instituições como a Funai, Instituto Socioambiental, Fundação Nacional do Índio, Aliança pelo Clima, Horizont3000, Fundo Amazônia/Governo Federal não seria possível, reunir gente de vários lugares para fortalecer a luta pela vida.

Fotos: Ray Baniwa/Foirn

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