FOIRN PARTICIPA DE INTERCÂMBIO DE SABERES DO TURISMO EM MATURACÁ

O encontro é uma iniciativa de intercâmbio de saberes em busca de novas ideias e vivências dentro do turismo em terra indígena e do monitoramento da biodiversidade em áreas protegidas.

A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), através do Departamento de Negócios Socioambientais, representada pela técnica de Turismo da instituição, participa do Encontro da Troca de Experiências de Pesquisa e Monitoramento em Áreas Protegidas com Sobreposição Territorial na comunidade Maturacá TI Ianomâmi, que acontece entre os dias 08 a 12 de junho, realizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Este encontro é uma iniciativa de intercâmbio de saberes em busca de novas ideias e vivências dentro do turismo em terra indígena e do monitoramento da biodiversidade em áreas protegidas. Buscando a mitigação dos impactos, além de promover justiça social e ambiental com dos povos indígenas.

Estão presentes os convidados de outros territórios os Pataxós, – TI Uru-Eu-Wau-Wau e PN Pacaás Novos (Associação Indígena Jupaú e Kanindé), TI Katxuyana Tunayana e FLOTA Trombetas (Associação Indígena Kaxuyana Tunayana Kahyana, IEPÉ, Imazon e Ideflor-Bio/PA), (Cacique Braga/TI BarraVelha, José Fragoso/TI Comexatibá e Juliana Fukuda/ICMBio), – Serras Guerreiras do Tapuruquara (Jaciel Rodrigues e Marcos Celestino/ TI Médio Rio Negro II), comunidades de Maturacá e o Povo Yanomami (AYRCA e AMY Kumirayoma/ TI Yanomami) e ISA, FOIRN ,Túlio Binotti e João Moreira/FUNAI).

Belezas do alto rio Negro e a cultura indígena na agenda da Amazonastur

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Um novo roteiro do circuito de turismo indígena do rio Negro, que atrai visitantes nacionais e estrangeiros, foi apresentado, nesta segunda-feira, dia 25, à Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) pelo presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Marivelton Barroso.

Projetos desenvolvidos e executados pelas comunidades indígenas da calha do alto rio Negro foram mostrados como produto à espera de exploração turística (na foto destacada, trecho da correnteza do rio Negro próxima a São Gabriel da Cachoeira e a montanha ao fundo em forma da Bela Adormecida).

A diretora de desenvolvimento de turismo da Amazonastur, Denise Bezerra, disse que o circuito indígena é um novo produto a ser explorado na captação de novos visitantes, amantes do etnoturismo, pesca esportiva e turismo de aventura.

“Eles têm, de forma organizada, todo um projeto, que já está em execução. Um excelente produto para ser explorado e vendido, além de apresentar o conhecimento que eles têm, de uma maneira didática, porque o produto é uma imersão na comunidade”.

Denise reconheceu a região como um produto do Amazonas que pode ser explorado. “Eles oferecem os passeios e as hospedagens na própria comunidade, no próprio ambiente dos indígenas. Sem dúvida é um novo produto que nós pretendemos trabalhar naquela região”.

Barroso disse que a Foirn quer parceria da Amazonastur para dar visibilidade ao turismo da região, tornando-se um novo produto promocional do Amazonas.

“Acaba sendo uma pauta nova, hoje, a se incorporar também e que deve ser abraçada como uma política de estado. Poder ter uma parceria conjunta nisso só vem a nos fortalecer, e vice-versa. Também representa um marketing maior ao próprio estado”, disse o indígena.

Ele disse que o circuito gera as comunidades ao mesmo tempo em que ajuda a proteger o meio ambiente.

“As organizações indígenas de base têm praticamente contribuído com a gestão ambiental e territorial”.

Roteiro ecoturístico

Segundo o presidente da Foirn , o visitante que optar por conhecer a região do alto rio Negro poderá realizar trilhas, pescaria esportiva e outras atividades ecoturísticas.

“Temos o turismo de base comunitária no rio Marié, próxima ao município de São Gabriel de Cachoeira; as Serras Guerreiras de Tapuruquara, próximas ao município de Santa Isabel do Rio Negro, onde você pode desfrutar de caminhar nas trilhas, subir as serras e também, muito próximo dali, no Jurubaixi e Inuixi, o turismo de base comunitária nos moldes do rio Marié, com pesque-e-solte. Então, cada uma tem sua especificidade”, afirmou Barroso.

Fotos: Divulgação/Secom

Publicado originalmente no: https://bncamazonas.com.br/municipios/belezas-rio-negro-indigena-amazonastur/

RESULTADO DA SELEÇÃO DE PARCEIROS PARA OPERAR O TURISMO DE PESCA ESPORTIVA DE BASE COMUNITÁRIA NAS TERRAS INDÍGENAS JURUBAXI-TÉA E UNEUIXI

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Grupo de trabalho no processo de avaliação das propostas. Marcos Mesquita/FUNAI

 

No dia 29 de maio de 2018 foi dado início ao processo de seleção das empresas, pela ACIMRN, FOIRN e comunidades indígenas das Terras Indígenas Jurubaxi-Téa e Uneuixi, com apoio do ISA, FUNAI e IBAMA e acompanhamento do Ministério Público Federal do Amazonas (MPF – AM), a partir dos Termos de Referência (TI Jurubaxi-Téa e TI Uneuixi).

Foram recebidas 6 propostas para os dois termos de referência, as quais foram analisadas e discutidas em assembleias comunitárias para a escolha das empresas parceiras.

TR JURUBAXI-TÉA

Empresas que concorreram

1 – Consórcio empresarial – Amazon Nemo Turismo LTDA e Tapacauá Viagens e Turismo ME (trecho baixo);

2 – TC Turismo Eireli – EPP (Tuco Tur) (trecho baixo e alto).

Em assembleia realizada entre os dias 11 a 13 de junho de 2018, após ampla análise da documentação enviada, com apoio técnico da ACIMRN, FOIRN, ISA, FUNAI e IBAMA e acompanhamento do Ministério Público Federal do Amazonas MPF – AM, as comunidades São Francisco e Acariquara da Terra Indígena Jurubaxi-Téa, escolheram a proposta do Consórcio Amazon Nemo e Tapacauá para operar em parceria no trecho baixo do rio Jurubaxi e a proposta da empresa Tuco – Tur para operar em parceria apenas no trecho alto do rio Jurubaxi, de acordo com o TR.

Resultado – empresas selecionadas

Consórcio Amazon Nemo e Tapacauá para operar em parceria no trecho baixo do rio Jurubaxi

Empresa Tuco – Tur para operar em parceria apenas no trecho alto do rio Jurubaxi

TR UNEUIXI

Empresas que concorreram

1 – JRS Pesca;

2 – Consórcio Barco Zaltana Recreação e Lazer – LTDA e Angatu Organização de Turismo Sociedade Empresária LTDA – EPP;

3 – MV Glueck (Fishing Business);

4 – Itaicy Fly Fishing Lodge Brasil – LTDA (Itaicy Fly Fishing).

Em assembleia realizada entre os dias 15 a 17 de junho de 2018, após ampla análise da documentação enviada, com apoio técnico da ACIMRN, FOIRN, ISA, FUNAI e IBAMA e acompanhamento do Ministério Público Federal do Amazonas MPF-AM, as comunidades Roçado e São Joaquim da Terra Indígena Uneuixi escolheram a proposta da empresa Itaicy Fly Fishing para operar em parceria com as comunidades no alto rio Uneuixi de acordo com o TR.

Resultado – empresa selecionada

Itaicy Fly Fishing para operar em parceria com as comunidades no alto rio Uneuixi

As empresas escolhidas serão contactadas para receberem instruções relativas aos próximos passos. A FOIRN e a ACIMRN agradecem a participação e o interesse das empresas que apresentaram as propostas e o compromisso dos demais órgãos governamentais e parceiros, que contribuem neste processo de construção coletiva do desenvolvimento sustentável do Médio Rio Negro.

Comunidades indígenas através da associação e parceiros iniciam a construção de um projeto de Ecoturismo no município de Santa Isabel do Rio Negro (AM).

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Projetos e experiências já implantados inspirando novos projetos na região do Médio Rio Negro. Após a implantação do Projeto de Pesca Esportiva no Rio Marié em 2014, através da Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro (Acibrn), dessa vez, a Foirn, e seus parceiros (Instituto Socioambiental – ISA e Fundação Nacional do Índio (CR Rio Negro), estão iniciando trabalho junto com a Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas (Acir) de levantamento de atrativos turísticos na área de abrangência, que congrega as comunidades: Aruti, São João II, Castanheiro, Cartucho, Uabada II e Boa Vista.

O objetivo é a construção do Projeto de Ecoturismo ( visitação). Uma reposta a reivindicação dessas comunidades para organizar e desenvolver atividades de geração de renda e ao mesmo tempo contribua na gestão do território dos povos indígenas que vivem nessa região (ver o mapa abaixo).

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A região de abrangência da Acir por estar situado próximo à cidade de Santa Isabel do Rio Negro tem sido constantemente invadido por barcos de turistas que realizam a atividade de forma desorganizada. (Saiba mais:Operação da FUNAI apreendeu turistas realizando atividades de pesca esportiva sem autorização em Terra Indígena Médio Rio Negro II).

Em abril de 2014 a Acir com apoio da Foirn e Funai (CR Rio Negro) realizou uma consulta ampliada nas comunidades de abrangência para a discussão sobre atividades produtivas, dentre elas a possibilidade de realização do turismo de Pesca Esportiva, haja vista que já havia o assédio por empresas de pesca na região.

Tomando como base as experiências prévias onde os empresários prometiam benefícios mas que, ao final, não cumpriam com o acordado, as comunidades se posicionaram contra a atividade em seu território tradicional.

As lideranças enfatizaram que não havia garantia de preservação das áreas e que isso colocava em risco a sustentabilidade de seus descendentes.

Em 2015 durante oficina sobre o Turismo nas Terras Indígenas realizada pela Funai em parceria com a Foirn e Instituto Socioambiental,  a qual várias associações indígenas participaram, representantes da Acir presentes na oficina, apontaram a existência de atrativos turísticos nas comunidades de abrangência da associação.

A expedição experimental já tem data: 10 a 20 de Novembro. 

São 5 serras, trilhas e mais atrativos culturais (como a Maníaka Murasí – dança da mandioca, foto acima) mapeadas no levantamento realizado (que ocorreu de 04 a 09 de setembro).

“As comunidades estão animadas para começar a atividade”, disse,  Marivelton Rodriguês Barro, diretor de referência à região, que participou do trabalho de levantamento realizado.

A primeira expedição será avaliativa, e contará com a participação do  grupo Garupa (saiba mais sobre a ONG Garupa),  que dedica a fazer do turismo sustentável uma ferramenta para a preservação dos patrimônios culturais e naturais do Brasil e para o desenvolvimento socioeconômico de rincões esquecidos – e fascinantes.

A viagem para o médio Rio Negro teve como integrantes do grupo de trabalho a diretoria da Acir,  diretor da FOIRN – Marivelton Rodriguês, Camila Barra – Antropóloga do Instituto Socioambiental e Guilherme Veloso da FUNAI – CR Rio Negro.

Ahkó Iwí em parceria com a SEMATUR realiza oficina de elaboração do plano de negócios do projeto de Ecoturismo na Serra de Curicuriarí, Terra Indígena Rio Negro II

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Aconteceu ontem 03/08, na maloca da FOIRN em São Gabriel da Cachoeira a Oficina de elaboração do Plano de Negócios do Projeto Turismo na Serra de Curicuriarí, na Terra Indígena Médio Rio Negro II, realizado pela Associação Indígena Ahkó Iwí (Água e Terra) em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Turismo de São Gabriel da Cachoeira.

Participou da oficina diretoria da associação e cerca de 12 pessoas que irão participar do projeto (guias turísticos, práticos, cozinheiros, serviços gerais e parte administrativa).

Na oficina que contou foram abordados assuntos como: Aspectos Gerais de um plano de Negócios, finalidade e tipos de planos de negócio, Público Alvo, logística (transporte) e gestão financeira.

A oficina contribuiu na sistematização do trabalho já feito em várias oficinas realizadas desde o início. Após a oficina a SEMATUR ficou responsável junto com a diretoria da associação para continuar a sistematização dos trabalhos. A previsão para o início das atividades que era previsto para o mês de julho foi alterado, por ainda não estar concluído o plano de negócios do projeto.

Numa reunião realizada no mês de julho na comunidade Curicuriarí com a participação das 6 comunidades que irão participar do projeto com a presença de parceiros como a FOIRN, FUNAI e SEMATUR, foi definido a empresa Amazon Trails como a parceira e operadora na realização das atividades do projeto.

O projeto é resultado de uma construção participativa das 6 comunidades (das 12 comunidade da abrangência da associação) em conjunto das instituições parceiras, com objetivo de garantir renda e melhores condições de vida para a população. No aspecto cultural irá contribuir na valorização e divulgação. E ainda ajudar no monitoramento e proteção do território e dos recursos naturais existentes na região.

Colaborou: Eucimar dos Santos/Tesoureira da Ahkó Iwí

 

 

 

A discussão do projeto Ecoturismo na Bela Adormecida avança no Médio Rio Negro

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A Associação Indígena Água e Terra – Ahköiwi (Ahkö água em Tukano e Iwi Terra na língua Nheengatu), fundada em novembro de 2013, sediada na comunidade Kurika na foz do rio Curicuriarí, deu mais um passo na construção do projeto Ecoturismo na serra Bela Adormecida, na reunião realizada no dia 19 de março.

A reunião teve como objetivo a apresentação de relatório de atividades programas para o início deste ano, a regularização da documentação da associação e abertura da trilha na serra.

A trilha foi feita por um grupo de pessoas e já está pronta. A documentação da associação está em processo de regularização.

O próximo passo será dado em abril, quando será feita uma uma oficina para detalhar o projeto e definir o próximo passo de atividades.

Os trabalhos sobre o tema, começaram a ser feitos sistematicamente a partir de setembro de 2015, quando representantes da associação participou da oficina “Turismo em Terras Indígenas”, realizado pela CR Rio Negro (FUNAI) em parceria com a FOIRN, ISA e parceiros locais.

Presentes na reunião, Marivelton Rodriguês Barroso – Diretor da FOIRN e Orlando José de Oliveira – Coordenador da CAIMBRN, ressaltaram a importância do projeto em discussão para a gestão territorial e ambiental nas comunidades de abrangência da associação e como para os demais povos indígenas do Rio Negro.

Na oficina estiveram também presentes associações indígena como ACIPK e ACIR que tem interesse em desenvolver esta atividade.

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