OFICINA DE SALVAGUARDA SAT – RN, REALIZADA PELA FOIRN EM PARCERIA COM O IPHAN

A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) realizou a Oficina de Salvaguarda do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (SAT – RN) em parceria com o Instituto Histórico do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), contou com o apoio do Museu da Pessoa, Instituto Socioambiental (ISA), ForEco/RFN, NIA TERO e Prefeitura Municipal de São Gabriel da Cachoeira.

O Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro é entendido como um conjunto estruturado, formado por elementos interdependentes como as plantas cultivadas, os espaços, as redes sociais, a cultura material, os sistemas alimentares, os saberes, as normas e os direitos. As especificidades do Sistema são as riquezas dos saberes, a diversidade das plantas, as redes de circulação, a autonomia das famílias, além da sustentabilidade do modo de produzir que garante a conservação da floresta.

Os povos indígenas que habitam a região ao longo da calha do rio Negro detêm o conhecimento sobre o manejo florestal e os locais apropriados para cultivar, coletar, pescar e caçar, formando um conjunto de saberes e modos de fazer enraizados no cotidiano. O Sistema acontece em um contexto multiétnico e multilinguístico em que os grupos indígenas compartilham formas de transmissão e circulação de saberes, práticas, serviços ambientais e produtos. É possível identificá-lo, uma vez que ele é elaborado, constantemente, pelas pessoas que o vivenciam. Clique aqui para saber mais.

No período de 17 a 20 de julho de 2022, a oficina contou com a participação da Diretoria executiva e de coordenadores dos Departamentos da FOIRN, Representantes de Associações, convidados e lideranças Indígenas.

A oficina teve como objetivo a construção de forma participativa para o inicio do mapeamento de lugares de concentração e ocorrência das práticas tradicionais, memórias sociais associados aos valores e referências culturais que constam no dossiê de registro associados ao SAT-RN. Através da metodologia de Cartografia social, serão coletados depoimentos, desenhos e imagens produzidos pelos detentores como forma de representação e documentação das práticas tradicionais situadas na poligonal de registro. Além de ser uma importante oportunidade para o processo de continuidade de documentação e conhecimento sobre o bem, a oficina retroalimentará dados que potencializarão o fomento de ações de salvaguarda posteriormente.

Carlos Nery – Coordenador da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio  e Baixo Rio Negro (Caimbrn), falou sobre o Patrimônio Cultural do Rio Negro e sobre conhecimento tradicional, e que os jovens precisam estudar mais sobre PATRIMÔNIO CULTURAL.

No encerramento da oficina, houve a entrega de certificados de participação para todos que estiveram presentes nestes quatro dias de muito aprendizado e troca de conhecimento.

Os Instrutores da Oficina foram Mauro Menezes e Jorge Garcia da Superintendência do IPHAN, Rosana Miziara – Relações Institucionais e Governamentais do Museu da Pessoa e Henrique Miceli – Unidade Parque Nacional Pico da Neblina/ICMBIO e a diretoria executiva da Foirn Janete Alves Desana e Dario Casimiro Baniwa.

REITOR DA UFAM NA COLAÇÃO DE GRAU EM SANTA ISABEL DO RIO NEGRO

A colação de Grau foi realizada no ginásio coberto da escola Padre José Schneider, após sete anos de espera, os formandos tiveram a oportunidade de realizar a mais sonhada colação de grau no dia 16 de julho de 2022. 

Marivelton Barroso Baré – Diretor Presidente da FOIRN, Vamberto Rodrigues – Formando e Presidente da ACIR e Carlos Neri – Coordenador da CAIMBRN. Foto: Reprodução

Contou com o apoio da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) e Prefeitura Municipal de Santa Isabel do Rio Negro. 

Em Janeiro de 2015, na comunidade Cartucho, foi iniciado o curso, porém por vários empecilhos, foi transferido para a sede do município de Santa Isabel, mas os trabalhos de pesquisas de campo continuaram nas bases (comunidade indígena), porque esta Formação de ensino Superior é uma formação de currículo pós-feito, a qual os acadêmicos constroem a sua própria grade Curricular.

Foto: Reprodução

Foi finalizado o último módulo em Abril de 2019, e realizado todo o processo de defesa do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em julho de 2021. A turma inicial estava composta por 40 acadêmicos, apenas 28 se formaram.

Segundo os acadêmicos, escrever e entender a língua Yegantu foram a maior dificuldade dos licenciados, porém conseguiram aprimorar os conhecimentos já adquiridos no cotidiano com os parentes dentro da comunidade.

Cleocimara Reis Gomes do povo Baré, oradora da turma, em seu discurso começou agradecendo as autoridades presentes e também contou um pouco da trajetória dos formandos neste período de formação.

“Em nome desta turma, inicio agradecendo primeiramente a Deus por esta Formatura no Ensino Superior da Licenciatura Indígena Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). E agradecer a presença de todos que se fazem presente nesse momento tão especial em nossas vidas. Quero também registrar e agradecer o quanto esse curso se tornou importante para nós indígenas da região do médio rio negro, as lutas sempre foram intensas e fazer um curso superior em nossa língua geral, foi e continuará sempre muito importante.” Afirmou Cleocimara

“Ilustríssimo sr. Marivelton Rodrigues Barroso – Presidente da FOIRN, em nome de todos os formandos, agradecemos por todo apoio recebido, primeiramente por lutar sempre junto ao movimento indígena pela formação de tantos parentes e conquistas dos nossos direitos ao território e na defesa da vida e do meio ambiente.  E hoje por promover a realização desse grande feito em nossa formação. Muito obrigada.”

A mesma continuou agradecendo toda administração superior da UFAM, por ser essa presença transformadora, pelo apoio, pelo respeito para com jeito de ser e viver  e por ter desenvolvido um importante e competente trabalho. 

“…Magnifico Reitor, professor Sylvio Mario Puga Ferreira, pela disponibilidade e atender o nosso grande anseio em concretizar essa etapa iniciada há um tempo. E por sempre apoiar e oferecer através da Universidade Cursos voltados a realidade de nossa região.”

“…A Prefeitura Municipal, na pessoa do Prefeito Senhor José Ribamar Fontes Beleza, pelo importante apoio e parceria, que se fez presente por meio da Secretaria Municipal de Educação.”

“Nossa trajetória acadêmica não foi fácil. Em Janeiro de 2015 na Comunidade Cartucho iniciamos o curso. Mas por vários empecilhos, entre eles a comunicação, logística, energia,  o curso foi transferido à sede do Município, mas os trabalhos de pesquisas de campo, continuaram em nossas bases, porque esta Formação de ensino Superior é uma formação de currículo pós-feito, a qual nós acadêmicos construímos nossa própria grade Curricular. Apesar dos julgamentos por ser uma licenciatura indígena, não desistimos e com isso aprendemos a Importância da valorização da cultura na sociedade. Buscamos conhecimentos através de fontes dos antepassados Primários e Secundários. Ressaltando a importância de diversos assuntos que a turma quis abordar. Finalizamos o VIII e o último módulo em Abril de 2019, realizamos todo o processo de defesa do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em julho de 2021 e hoje dia 16 de julho 2022, estamos celebrando a Nossa Vitória com a Graça Divina De Deus. Éramos uma turma de 40 acadêmicos, e hoje somos apenas 28, muitos ficaram pelo caminho, um longo caminho. Muitas vezes tropeçamos, caímos, nos machucamos, mas também fomos levantados, cuidados e protegidos por pessoas que nos ajudaram a chegar até aqui . Quantas vezes passamos por lutas e enfermidades, com a nossa família e também conosco, enfrentamos tão destemido desastrosas das nações e outros.   Obtivemos muitas perdas como: filhos, esposas, esposos, mãe, pai e avós e professores. A Pandemia covid 19 também nos mostrou essa diferença negativa no mundo todo, a ponto de nos adaptar a ela. Conhecemos e convivemos com muitas pessoas, professores e colegas que vieram e se foram deste mundo para outro por conta da covid19 e deles levaremos apenas boas lembranças como os nossos saudosos mestres: Luis Fernando, Fran Tomé e Higino Tenório. A eles nossa eterna gratidão. Aprendemos entre muitas coisas que, a pesquisa precisa ser fomentada e praticada em nossas escolas, pois só assim conheceremos cada vez mais sobre as nossas ancestralidades, nossas línguas, danças e costumes, e assim a nossa cultura será mais valorizada.” Completou.

O evento contou com a presença de Marivelton Barroso – Diretor Presidente da Foirn, professor Sylvio Mário Puga Ferreira – reitor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e sua comitiva, José Ribamar Fontes Beleza – prefeito de Santa Isabel do Rio Negro.

No uso da palavra, o Diretor Presidente da Foirn lembrou a luta do movimento indígena do Rio Negro para com a educação escolar indígena do Rio Negro entre tantas pessoas que foram lembranças, in memoriam se deu destaque a Higino Pimentel Tenório, pela sua incansável luta na educação escolar indígena do Rio Negro, destacou a formação política e qualidade da educação e formação cultural e acadêmica aos povos indígenas e que ela deve ser respeitada, os direitos indígenas pela sociedade como um todo. Destaca a demarcação das terras indígenas o direito originário e também a luta e resistência contra o marco temporal, PL 191 que vem a ameaçar os nossos territórios. Dá destaque ao termo de cooperação técnica com a prefeitura e também o trabalho em parceria com a Ufam que irá dar continuidade aos cursos de formação que em Santa Isabel do Rio Negro o Polo Yegantu continue sendo em cartucho e também a continuidade de outros polos no Rio Negro. Ao fim parabenizou a todos os formandos pela resistência e hoje, para eles o evento único e importante desta colação de grau que agora os certifica esses formandos.

FOIRN RECEBE VISITA DA OFICIAL DE PROJETOS KERSTIN PLASS APC

Oficial de Projetos da Aliança Pelo Clima – APC Kerstin Plass e o Diretor Presidente da FOIRN foram recepcionados pela equipe da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e do Baixo Rio Negro (CAIMBRN),  em Santa Isabel do Rio Negro na quinta feira, 7 de julho, com um jantar regional juntamente com as organizações indígenas e os parceiros locais que estiveram presentes para o primeiro diálogo de apresentação (IDAM,  Prefeitura Municipal de SIRN, DSEI Yanomami, SECOYA, DSEI/Alto Rio Negro e FUNAI).

As frutas Banana, abacaxi, cubiu, açaí, cupuaçu, macaxeira, cará, tapioca e muito mais, a diversidade de alimentos produzidos por agricultores indígenas na região do Rio Negro, no Amazonas, está presente na Iwaita Ruka (Casa das Frutas) Produto do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, projeto desenvolvido pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), para o beneficiamento desses produtos. A unidade, localizada em Santa Isabel do Rio Negro, está em fase final de testes e recebeu nesta sexta-feira, 8 de julho, a visita de Kerstin Plass, Coordenadora do Programa Rio Negro da Aliança pelo Clima, uma das principais entidades parceiras da Casa de Frutas, e do presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, do povo Baré, que acompanhou a visita.

Kerstin disse que foi surpreendente estar em Santa Isabel e poder visitar um dos projetos financiado por eles e, de também experimentar as frutas que a técnica de produção Ilma nery e Daniela Alcântara auxiliar de produção estão  fazendo os testes para o aprimoramento dos produtos que estão  sendo processados na casa, Kerstin experimentou  diversas frutas que já foram processadas (banana pacovan, banana comprida, cubio, Açaí, derivados da mandioca tapioca e bejú-cica, e barra de Açai com banana pacovan).

Estiveram acompanhando a visita, João Gabriel (Acessor/ISA), Marivelton Barroso Diretor Presidente da FOIRN e de referência da coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e do Baixo Rio Negro (CAIMBRN),   Deivison Murilo Cardoso – Gerente da casa De frutas, Ilma Neri Técnica de Produção, Daniela Alcântara – Auxiliar de Produção, a Diretoria da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) Adilson Joanico- Presidente,  Eliezer Sarmento – Tesoureiro, Elder Santos – Secretário.

Gerente da Casa das Frutas e auxiliar de produção entregando Lembrancinha para Kerstin.

Nesta visita a técnica de produção  Ilma Neri apresentou a casa desde a fase de entrada dos funcionários, estoque das frutas recém  chegadas, processo de lavagem e descarte  dos que não vão servir, ala de processamento de despolpagem e secagem das frutas nas desidratadoras. João Gabriel completou a apresentação descrevendo cada um dos equipamentos que já se encontram na casa instalados e funcionando (máquina de processamentos da cana de açúcar, fogão  para esterilizar os derivados da mandioca e outros, freezer para conservarem as polpas de frutas, e as desidratadas que por sua vez são  duas, uma de uso com gás  que já está em funcionando e outra em fase de testes por ser de uso com energia sintética  e solar, ainda falta instalar as drenagem para entrar em funcionamento  e testes.

A Kerstin sentiu – se feliz e honrada de conhecer e experimentar as frutas que por sua vez continua sendo produzidos de forma tradicional pelospovos indígenas de várias culturas.

 “Hoje eu fui visitar a casa de frutas aqui em Santa Isabel, conheci a estrutura que foi estabelecida aqui junto a FOIRN e o ISA, achei muito profissional, muito bem estruturado, vocês vão ter uma possibilidade  muito variada de fazer uma cadeia de produtos, achei muito boa a ideia de trazer produtos dos agricultores locais para agregar mais um valor, para criar uma fonte de ingresso de certa maneira para a região, para a cidade também e para os produtores, acho importante também que o resto da região e do Brasil, que em algum momento no futuro vai ter a possibilidade  de exportar os produtos para o resto do Brasil, agregar um valor aos produtos, a produção de pequena escala, aos produtores, valorizar seu trabalho. Então eu, desde o início gostei muito da ideia, também de como criar um novo produto, de forma contemporânea, moderna, assim como a fruta desidratada, talvez não é tão comum aqui nessa região, mas que pode agregar mais um valor, muito interessante isso ’’.  Afirma Kerstin Plass.

A Casa de Frutas é gerida e movimentada por indígenas e recebe alimentos produzidos nas roças tradicionais da região, seguindo o Sistema Agrícola Tradicional (SAT) do Rio Negro, reconhecido como patrimônio cultural do Brasil. 

Assessor técnico do Projeto Cadeias de Valor do ISA, João Gabriel Raphaelli explica que o processo está em fase final de testagem, sendo que já foram feitas produções de alimentos como chips de cará e mandioca, frutas secas, granola do Rio Negro, polpa de cupuaçu, farinha de banana.

  “Esse projeto valoriza a diversidade das espécies – há roças, por exemplo, que têm cinco variedades de maniva e sete tipos de banana. Além disso, no processo que tornou o Sistema Agrícola do Rio Negro (SAT-RN) patrimônio cultural, está prevista como salvaguarda a criação de alternativas para retorno financeiro, possibilitando a manutenção do sistema. A Casa de Frutas é uma dessas salvaguardas”, explica.

O objetivo é que todas as comunidades de Santa Isabel possam fornecer alimentos na Casa de Frutas. Após o beneficiamento, os produtos passam a ter maior facilidade de escoamento. Entre as possibilidades de mercado consumidor está a cadeia de turismo de base comunitária que vem sendo desenvolvida na região.

Kerstin Plass também visitou projetos desenvolvidos em São Gabriel da Cachoeira (AM), como a Casa de Pimenta localizada na comunidade Yamado. Ela também foi a uma roça de pimenta na comunidade Boa Vista. No trajeto entre São Gabriel e Santa Isabel, ela conheceu as comunidades de Arurá e Cartucho, onde experimentou pratos típicos, como quinhapira, xibé, bejú, entre outros. Em Cartucho, ela também pôde assistir a uma apresentação cultural intitulada  MANIAKA MURASI (Dança da Mandioca).

Texto: Raritom Horáricio – Comunicador Indígena da Rede Wayuri e Ana Amélia – Jornalista do ISA.

Imagem: Reprodução

Edição e Revisão: Gicely Caxias – Coordenadora do Departamento de Comunicação da FOIRN e Marivelton Rodrigues – Diretor Presidente da FOIRN.

JOVENS INDÍGENAS DE BASE DA FOIRN APROVAM NOVO REGIMENTO INTERNO NA I ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DO DAJIRN

A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) realiza a I Assembleia Extraordinária do Departamento de Adolescentes e Jovens Indigenas do Rio Negro (Dajirn), no dia 06 de julho de 2022, na Maloca do Saber da Foirn.

Este evento reuniu Jovens representantes de suas coordenadorias regionais, com o objetivo de tratar sobre tema “Fortalecimento da Rede de Juventude indígena do Rio Negro. Foi levado para debate os assuntos, entre eles sobre Política e Juventude Indígena do Rio Negro; a Apresentação da situação atual do DAJIRN; Atividades regionais e trabalhos na sede; Situação organizacional das Redes de Jovens por Região e houve  Avaliação; Apresentação da proposta de Articuladores Regionais e Coordenação Geral do DAJIRN; Apresentação e aprovação do Regimento Interno do DAJIRN; Foi apresentado o Plano Estratégico do DAJIRN atual; Plano estratégico para próximos dois (02) anos de Gestão; Recomposição e eleição para Coordenação do DAJIRN, entre delegados e membros da Rede de Juventude e Replanejamento anual Junto aos articuladores regionais eleitos.

O evento contou com a presença dos Diretores Executivos da Foirn, Marivelton Barroso do povo Baré – Diretor Presidente, Nildo Fontes do Tukano Vice – Presidente, Janete Alves do povo Dessana – Diretora; Adão Francisco do povo Baré – Diretor e Dário Casimiro do povo Baniwa – Diretor, Coordenadores do Dajirn Elson Kene  do povo Baré,  Gleice Machado do povo Tukano e Sheine Diana Dias do povo Baré, e representantes das delegações das coordenadorias regionais CAIMBRN, DIAWI’I, CAIARNX, COIDI, e NADZOERI.

Diretor Presidente da FOIRN Marivelton Barroso, falou sobre a responsabilidade e a importância das organizações da juventude, para que os jovens não percorram em caminhos errados, mas o dever das coordenadorias é valorizar e fortalecer a educação de jovens indígenas com a mobilização e representação, que é um benefício importante para o movimento indígena, mantendo fluxo de comunicação entre os representantes da FOIRN, das coordenadorias e de jovens vinculados a este movimento indígena.

A Diretora Janete Alves se disponibiliza em ouvir as dificuldade e lutas que os jovens enfrentam, com objetivo de ajudar a rede de apoio.

O Diretor Dário Casimiro orienta os jovens na busca do conhecimento e da educação, de manter a cultura indígena, incentivando outros jovens a preservar a cultura, crença e a tradição.

O Diretor Adão Francisco, fala sobre a luta do movimento indígena, e a importante representação dos jovens indígenas, na busca de apoios para levar recursos para as comunidades. O mesmo fez uma breve leitura da legislação vigente no Livro do ECA, Arºt15, inciso um e dois. Uma breve tratativa sobre a importância das assembleias para tratar dos assuntos do Movimento indígena, para que a luta e buscas por direito e igualdade serem reconhecidos.

O Marivelton Barroso, falou também do avanço da politica da juventude com fundação das organizações em comunidades e a valorização da cultura indígena, os benefícios e programas que foram aprovados nas lutas pelas politicas públicas prioritárias, na espera de um resultado beneficente para os direitos sociais, no acesso a oportunidade de educação, implementação de oficinas para jovens indígenas, projetos para a valorização cultural, e do trabalho agrícola para as comunidades do Rio Negro.

Sheine Diana, apresentou o projeto aprovado, onde foi decidido que cada federação teria um bote e um motor 90, que será entregue para a FOIRN, quando falou do Seminário realizado em Brasília, da avaliação de 10 anos da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial das Terras Indígenas – PNGATI.

As Coordenadorias NADZOERI, CAIMBRN e COIDI, tiveram resultados significativos, com Rede de Comunicação, com aprovação de curso Técnico em Agroecologia para jovens das comunidades do Rio Negro, e apoio na aprovação da conscientização ao combate de bebidas alcoólicas e lutas territoriais, em parceria com a FOIRN e ISA.

A proposta das mudanças e troca de articuladores foi aberta para as coordenadorias, tendo votação de 25 delegados, portanto 21 de aprovação e 4 abstenções.

Com base nas aprovações, foram feitas as mudanças dos articuladores de três coordenadorias, foi nomeada a Jovem Erika Agatha Marágua Valentim, com sede na comunidade de Juruti da região CAIARNX, a Jovem Josiane com sede no Distrito de Iauarete região da COIDI, o Jovem Hélio Monteiro Lopes com sede na comunidade de Taracuá, da região DIAWl’l, Sheine Diana, sede em Santa Isabel do Rio Negro e Elson Kene da região NADZOERI e coordenador Geral do Departamento DAJIRN.

A aprovação do Regimento Interno da FOIRN feito no Capitulo l, os Art1, 2, 3 e o Art4 foi alterado, para inclusão da participação da Coordenadoria Geral do Balaio. Aprovando-se em seguida o Regimento Interno da DAJIRN.

A assembleia foi encerrado com a aprovação de novos articuladores das coordenadorias representante dos jovens indígenas, e com aprovação do Regimento Interno do DIJARN.

OS YANOMAMI DE MARAUIÁ MANIFESTAM POR SEUS DIREITOS À SAÚDE INDÍGENA

A Associação Kurikama organizou uma manifestação no dia 02 de julho de 2022 no município de Santa Isabel do Rio Negro, reunindo 250 pessoas aproximadamente, a manifestação começou as 09 horas da manhã  e encerrou em frente o DSEI YANOMAMI.

Com o objetivo de reivindicar por seus direitos e pela organização dos subdistritos do DISEI dos municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira no estado do amazonas.

A cidade de Santa Isabel do Rio Negro fica a 630 quilômetros de distância em linha reta de Manaus, está situada na região do Alto Rio Negro, o município abriga uma parte do território Yanomami com 1.540 milhões de hectares, pertence à Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn).

Na região do rio  Marauiá vivem 2.354 yanomami, conforme dados da Sesai de 2018. Já os indígenas afirmam que a população atual é de 2.800 pessoas. 

Em  Marauiá os Yanomami moram em 21 xaponos  (as casas plurifamiliares construídas em formas de cone). Em cada xapono tem um posto de saúde construído em palha ou em madeira. O polo-base de saúde da região fica na xapono Komixiwë.

Como já foi enviado na carta anterior do dia 21 de outubro de 2021, escrita na V Assembleia Geral da Associação Yanomami Kurikama na aldeia Komixiwe e que foi entregue ao secretário Robison Santos da Silva e copia para representantes da Hutukara, Ministério Publico Federal de Roraima e o presidente do Conidisi e, encaminhada para o procurador no Ministério Publico Federal do Amazonas o sr. Fernando Merloto. Nessa Carta foi mencionado sobre os diversos problemas enfrentados no xapono e na saúde Yanomami do estado do Amazonas. Porém até a presente data, não houve retorno em resposta à carta enviada, por isso foi escrita e aprovada novamente outra carta durante a Reunião do Conselho da Kurikama que ocorreu no chapono Bicho Açu, no período de 26 a 29 de junho de 2022, através da deliberação dos conselheiros, solicitam a organização dos subdistritos dos municípios acima citados.

A Kurikama reforçou que apoia a permanência dos subdistritos, contudo, querem o fortalecimento e a melhor organização da equipe técnica, médica odontológica, nutricional, de enfermagem e da agilidade da contratação dos AIS e AISAN.

O comunicador indígena da Rede Wayuri, Rariton conversou com o Coordenador Geral da Associação Kurikama da região Marauiá, Otávio Yanomami.

Rariton Rede Wayuri – Qual foi o motivo para reivindicar pelos direitos de vocês e o que os trouxe até aqui?

Otávio Yanomami“Durante a reunião do conselho da Associação Kurikama foi decidido principalmente na pauta de saúde a cobrança ao direito à saúde para ter o melhor futuro.

Vimos aqui reivindicar para que o coordenador do subdistrito chegue e acerte com as lideranças o que foi dito durante a V Assembleia Geral da Associação Yanomami Kurikama, em outubro de 2021. Quando isso não acontece, os Yanomami ficam muito chateados, porque não tem o representante certo para cobrarmos. As esperanças das lideranças que estão aqui na frente do subdistrito é fazer acordos sobre projetos que foram feitos há muito tempo, e que não temos respostas até agora.

Essa mobilização dos Yanomamis em protesto contra a exterminação dos subdistritos do DISEIde Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, é porque hoje o governo federal sendo responsável pela saúde indígena através da SESAI, onde os distritos querem acabar com os subdistritos das bases (dos três municípios), por isso os Yanomami de Marauiá estão aqui para pedir a reorganização e fortalecimento da equipe aqui na base e na área indígena.”

FOIRN PARTICIPA DA REUNIÃO DO CONSELHO DA KURIKAMA NO RIO MARAUIÁ

A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), representado por seu diretor presidente e de referencia da região da Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro (CAIMBRN), Marivelton Barroso do povo Baré, participa da reunião do Conselho da Associação Kurikama Yanomami, no rio Marauiá, na aldeia Bicho Açú, sede da associação.

 Durante a reunião que deu inicio desde o dia 26/06, foi tratado sobre a Situação da conjuntura do movimento indígena. Através da Mirian Brito do povo Baré, teve a exposição sobre o Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN) e o fortalecimento das associações de base com o projeto da associação Kurikama.

As pautas que serão discutidas hoje dia (27) será sobre a Educação, a atuação da Seduc e Semed na aérea de formação continuada, PSS, Construção de Escolas, etc. Também será discutida sobre atuação da FUNAI, CTL, troca de coordenador técnico que atua no Município de Santa Isabel do Rio Negro.

A equipe Foirn esta composta por Marivelton Barroso – Diretor Presidente da Foirn; Miriam Pereira – Assistente administrativo financeiro do Projeto FIRN; Belmira Melgueiro – Coordenadora do Departamento de Educação e Patrimônio Cultural da Foirn;  Glória Rabelo – Coordenadora do departamento das Mulheres Indígenas do Rio Negro (DMIRN);  Adilson Joanico – Presidente da Acimrn; Deivison Murilo – CAIMBRN,   Gilce França – Articuladora de Educação do Médio e Baixo Rio Negro e Guilherme Costa Veloso – CTL Funai  Santa Isabel.

ASSEMBLEIA ELETIVA DA AMIRT É REALIZADA EM TARACUÁ

Associação das Mulheres Indígenas da Região de Taracuá, da coordenadoria regional Diawi’i, realizou a Assembleia Eletiva, nos dias 17 e 18 de junho de 2022 no Distrito de Taracuá.

O evento contou com a participação de 180 pessoas aproximadamente, onde duas chapas concorreram a essa eleição, o qual a segunda foi eleita pela maioria com 89 votos.

Vale ressaltar que a diretoria anterior que conduziu a associação era composta por Maria Enegilda Teresa Gomes Vasconcelos – Presidente; Cleia Brasil Galvão – Vice – presidente; Francilene Irani Freitas Monteiro – Primeira tesoureira; Maria Assunção Peixoto – Segunda tesoureira, Jasmim Trajano e Darcí Pádua – secretárias.

A diretoria anterior prestou contas dos projetos que a Associação está trabalhando, o Fundo Casa e o Fundo Indígena do Rio Negro (Firn), foram avaliadas  pelo trabalho e atuação durante a gestão.

A nova diretoria ficou composta pela seguinte forma Presidente: Ozenete Lemos Castilho; Vice – presidente: Rosalina Solano; Tesoureuras: Dafne Vasconcelos, Eunice Ribeiro; Secretários: Sandro Castilho Menezes, Hélio Monteiro ; Conselho fiscal: Cleia Brasil, Isac Duarte.

A coordenadora do departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro, Larissa Duarte participou da assembleia dando apoio ao evento representando a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn). A mesma conduziu uma roda de conversa sobre a Violência Domestica na comunidade, foi feito grupos de trabalho com o tema. Foram formados 04 grupos divididos por jovens e adultos homens e mulheres, fizeram o trabalho de acordo com entendimento e realidade de cada uma, da maneira que elas entendem sobre o tema abordado.

“Foi bem importante esse dialogo do departamento das mulheres juntamente com a coordenadora regional, com as lideranças mulheres das bases, onde também elas reivindicaram a presença do departamento da juventude para estarem presentes lá para realizar atividades”.  Afirma Larissa Duarte.