FOIRN PARTICIPA DA CAMINHADA DE MOBILIZAÇÃO COM ALUSÃO AO “MAIO LARANJA”

Marivelton Baré participa da caminhada  alusão  ao maio laranja e dia Nacional ao combate contra a Violência  e Exploração  sexual de crianças  e adolescentes  no município de Santa Isabel do Rio Negro – Am.

Foto: Rharitom – Comunicador Indígena Rede Wayuri – ACMIRN/FOIRN

O Conselho Tutelar, juntamente com o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e com todo apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social, da Prefeitura Municipal de Santa Isabel do Rio Negro, realizaram na manhã desta quarta-feira (18/05), uma caminhada na cidade, com a finalidade de destacar “O Dia Nacional do Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescente”.

O Diretor Presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), Marivelton Rodrigues Barroso Baré e os coordenadores do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (Dajirn) Sheine Diana e Elson Kene  participam da caminhada  alusão  ao maio laranja e dia Nacional ao combate contra a Violência  e exploração  sexual de crianças  e adolescentes nesta data de 18 de maio no município de Santa Isabel do Rio Negro.

O objetivo da caminhada foi dar visibilidade ao tema. Os órgãos da Prefeitura de Santa Isabel do Rio Negro com a colaboração dos alunos da rede municipal saíram às 16h em frente a Delegacia do município e percorreram algumas ruas do Centro da cidade, findando em frente a prefeitura municipal.

Foto: Rharitom – Comunicador Indígena Rede Wayuri – ACMIRN/FOIRN

O dia 18 de maio é Dia Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei Federal 9.970, de 2000. A data foi escolhida em alusão ao “Caso Araceli”, a menina que aos 8 anos foi raptada, drogada e violentada física e sexualmente por vários dias, antes de ser morta, ter seu corpo desfigurado por ácido e abandonado em um terreno baldio em Vitória, no Espírito Santo, em um crime que permanece impune.

Nesse dia, em 1973, uma menina capixaba, foi sequestrada, espancada, estuprada, drogada e assassinada numa orgia imensurável. Seu corpo apareceu seis dias depois desfigurados por ácido. Os agressores jamais foram punidos.

O movimento em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, após uma forte mobilização, conquistou a aprovação da Lei Federal 9.970/2000 que instituiu o 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Criança e Adolescente, com o objetivo de mobilizar a sociedade brasileira e convocá-la para o engajamento pelos direitos de crianças e adolescentes e na luta pelo fim da violência sexual.

 

DAJIRN PARTICIPA DA RODA DE CONVERSA COM A EQUIPE DO IAJA

A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), através do departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (DAJIRN) representados pelos Coordenadores Elson Kene Baré e Sheine Diana Baré, participam a roda de conversa com a equipe do Instituto de Articulação de Juventude da Amazônia – IAJA.

IAJA é uma associação civil de direito privado sem fins lucrativos que atua na defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes na Amazônia Brasileira, fundada em 20 de setembro de 2011. É uma organização liderada por jovens que tem o objetivo de contribuir na perspectiva de vida dos adolescentes e jovens nas áreas social, ambiental e cultural. Visa contribuir na formação dos adolescentes e jovens; no fortalecimento das politicas públicas existentes; na formulação de politicas direcionadas; na criação de iniciativas de preservação ambiental; lutar pela equidade nas relações de gênero, geração e etnia.

O diretor da IAJA Marcos Rodrigues apresentou os trabalhos da Instituição e o histórico do qual o saudoso Délio Dsana fez parte da fundação. A coordenadora de projetos Ana Vitoria que vem desempenhando os trabalhos nas comunidades indígenas, sobre saúde das adolescentes logo após a primeira menstruação. O DAJIRN também apresentou seus objetivos e agendas de trabalho com o intuito de estreitar a parceria.

DAJIRN tem nova Coordenadora

Adelina

Adelina de Assis Sampaio, 21, da etnia Dessana é a atual Coordenadora do Departamento de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro – DAJIRN da FOIRN. Assumiu desde 02/06, com a saída da Ednéia Teles.

O encontro com o Movimento Indígena do Rio Negro e da Juventude Indígena da atual Coordenadora do DAJIRN, se iniciou quando pequena, acompanhando a mãe Jacinta de Assis em eventos da FOIRN e outros realizados pelo Movimento Indígena. A mãe da Adelina é atualmente a presidente da Associação Indígena de Mulheres de Balaio/São Gabriel da Cachoeira.

Antes de ser indicada como Coordenadora Substituta, na 27a Reunião do Conselho Diretor da FOIRN, que aconteceu nos dias 27 a 29 de maio, ela vem colaborando diretamente com o Departamento desde 2013.

Como não teve muitos jovens presentes (mas, teve representante de jovens dos municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira) na Reunião do Conselho Diretor, foi determinado que a atual assuma o DAJIRN até que se realize a Assembleia Geral dos Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro, previsto para 2015.

Mobilização reuniu jovens indígenas Baniwa, Baré e Werekena em Boa Vista-Foz do Içana, nos dias 24 a 25 de Agosto

O DAJIRN (Departamento de Adolescentes e  Jovens Indígenas do Rio Negro) da FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), em parceria com a CABC (Coordenadoria das Associações Baniwa e Coripaco), realizou o Encontro de conscientização e articulação de jovens indígenas na comunidade de Boa Vista, foz do Içana, a 180 Km  de São Gabriel da Cachoeira.

 O encontro: a  Juventude é o presente!

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O encontro começou com a pergunta: A juventude é o futuro? Os jovens presentes e os mais velhos  entreolharam-se em busca da resposta. Um ou dois minutos de silêncio. Resposta, em meio de dúvidas: Sim para uns e não para os outros. “Tem certeza”? – pergunta a Ednéia Teles, coordenadora do DAJIRN, com microfone na mão, na frente de um platéia cheia de jovens Baniwa, Werekena e Baré da comunidade de Boa Vista, foz do Içana, e comunidades próximas.

É a primeira vez que o Departamento de Jovens da FOIRN chega às  comunidades da região do Içana para informar, animar, incentivar e fortalecer os jovens dessa comunidade e incluí-los no movimento, que vem se fortalecendo a nível do rio Negro e do país.

Para essa missão, nada melhor que um grupo de jovens da FOIRN, compostos por Anair Sampaio (Vice-coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas), Raimundo  M. Benjamim (Setor de Comunicação/Mídias) e os irmãos Odimara Ferraz Matos e Odivaldo Ferraz Matos, grupo musical do Movimento de Jovens Indígenas do Rio Negro e Ednéia Teles, Arapasso, coordenadora do DAJIRN.

Foram necessários apenas algumas brincadeiras para tirar a timidez e fazer os jovens entrarem na “roda”do encontro, que teve como pauta: Ações do DAJIRN;- Identidade e Cultura; – Influência das Novas Tecnologias na formação social dos jovens indígenas;- Informes da CABC;- informes sobre as ações do Departamento de Mulheres e Contexto atual do Movimento Indígena Brasileiro e do Rio Negro.

Com a apresentação humorada, a coordenadora do DAJIRN, introduziu as apresentações relatando os principais problemas que os jovens enfrentam hoje, em especial os jovens indígenas, quando deixam suas comunidades para as cidades em busca de oportunidades, principalmente para continuar os estudos.

“Nós jovens não podemos ficar de braços cruzados, precisamos entrar  na luta, buscar o reconhecimento, o respeito, o cumprimento de nossos direitos. Pois, somos o presente – disse a coordenadora na abertura do encontro, que reuniu mais de 100 jovens “Barekeniwa”e toda a comunidade de Boa Vista.

Os “Barekiniwa”.

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 “Eles gostam desse nome”- afirmou Deusimar Cordeiro, líder da juventude da comunidade local e Membro do Conselho de Jovens Indígenas do Rio Negro, criado na ultima Assembleia Geral do DAJIRN, ao  falar do termo BAREKENIWA, que é a junção das etnias Baré, Werekena e Baniwa . Um movimento que une diferenças e identidades em prol do fortalecimento da juventude indígena do Baixo Içana.

O nome nasceu no curso de formação de professores indígenas, o Magistério Indígena II, como  uma auto-denominação dos cursistas do Pólo Nheengatú, por ter alunos dessas  três etnias no memsmo grupo. Hoje, se tornou  nome até de um time de futebol da garotada de Boa Vista, e por que não, de um movimento de jovens dessa região?

Os primeiros resultados desse movimento já são palpáveis.  Boa Vista foi uma das primeiras comunidades da região do Içana, a ter uma banda de música formada por jovens. Hoje, os eventos que acontecem na região são animadas por esse grupo musical, chamado de Barekeniwa.

No encontro realizado pelo DAJIRN  não foi diferente, os jovens tomaram conta do salão, com música adaptada e letras de músicas falando de cultura dos povos da região. Em português? Não. Todas as composições são feitas na Lingua Geral (Nheengatú). Mas, como  ficam os que não entendem? Calma. Todas as músicas tem suas traduções para o português, para “ninguém ficar de fora”, como explica o líder.

 Influência das novas tecnologias na vida da juventude indígena

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 Mas, uma coisa preocupa os professores e os pais desses jovens. Logo na abertura, os mais velhos expressaram suas preocupações diante da presença cada vez mais frequente de tecnologias na comunidade. “Muitos deles vão para escola com celular, mp3 ou mp4 e ficam ouvindo música durante a aula”- disse um dos professores da escola da comunidade, Escola Municipal Indígena Pastor Jaime, que atende alunos das  séries iniciais ao ensino médio, hoje com mais de 150 alunos.

O olhar e a atenção dos jovens afirmam. O presidente da associação local, a AIBRI (Associação Indígena do Baixo Rio Içana) que também é  professor da comunidade, no uso da palavra  disse: “Os jovens daqui ficam mais na novela do que nos estudos”.

Como aproveitar os recursos tecnológicos cada vez mais presentes nas comunidades indígenas hoje? Como explorar o lado positivo dessas tecnologias? É hoje uma discussão em curso , pesquisadores e indígenas vem debatendo esse assunto ha há algum tempo. Pois, não é apenas em Boa Vista que acontece esses problema, em vários outros locais.

O expositor sobre Influências  das Novas Tecnologias na vida dos jovens indígenas, disse que  é necessário uma discussão sobre o tema, onde  pais, professores, liderenças da comuniade e os jovens devem avaliar e chegar a um acordo, de como os jovens devem aproveitar os recursos tecnologicos para a formação e crescimento destes, como também registrar e divulgar as atividades da comunidade e da escola.

Os jovens pedem mais “atenção”.

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Em carta elaborada e entregue   `a coordenadora do DAJIRN para ser encaminhada aos demais  órgãos competentes do município como o próprio departamento, os jovens pedem mais atenção por parte desses.

Em duas páginas, destacam a necessidade de inclusão destes, nas políticas publicas , na formação (oficinas), mais articulação e presença dos órgãos nas comunidades indígenas para o fortalecimento dos movimentos já existentes na região.

“Receber uma carta de demandas como essa, nos fortalece e  torna ainda mais forte nossa luta em prol da melhoria das condicões e o bem-estar da juventude indígena do Rio Negro. Iremos encaminhar as demandas aos órgãos competentes, e,  incluir na agenda do departamento e irmos em busca de respostas ”- declarou a Edneia Teles.

Desde que a FOIRN criou na sua estrutura organizacional em 2008, o DAJIRN vem mobilizando a juventude indígena de São Gabriel da Cachoeira. Na primeira semana do mês de julho (10/07), a juventude indígena do Rio Negro saiu às ruas de São Gabriel para protestar e pedir mais atenção por parte dos governantes e das políticas públicas como melhoria na educação, comunicação, transportes, inclusão social e mais oportunidades.

Segundo a coordenadora, movimento cresce e se fortalece cada vez mais.  “Hoje o movimento de adolescentes e jovens do Rio Negro está começando a ganhar visibilidade e reconhecimento nacional, o que não tinhamos antes”- explica ela.

 Boa Vista, bem “pertinho” de  Brasília. 

São necessários pouco mais de duas horas de viagem, com motor 40 hp e voadeira para chegar a Boa Vista, a primeira comunidade do Rio Içana. Com mais de 50 famílias, vivem nessa comunidade aproximadamente 300 pessoas e  reúnem uma diversidade de culturas. A escola de ensino básico atende não só os alunos da comunidade, como também os alunos que vêm de outras, incluindo alunos do médio Iána e Aiarí.

Hospitaleiros e acostumados a receber eventos importantes, o povo de Boa Vista vive sua rotina. Todas as manhãs e tardes o capitão  reúne a comunidade para o xibé e a quinhapira. Um povo cercado de privilégios.  Quer um exemplo? Uma vista para o rio acima (Içana)

Caminhar nas “ruas”de Boa Vista, é se esbarrar a cada instante em pessoas oriundas de vários lugares. Não foi dificil  achar um Tukano que mora lá há mais de 11 anos.O professor Olinto Navarro preferiu trocar Iauaretê por Boa Vista, talvez para sempre que descer  o rio, que fica perto, ainda ter outro privilégio a mais: tomar banho  “pertinho” de Brasília, nome de uma comunidade  na margem oposta.

Fotos: SETCOM/FOIRN

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