Jovens indígenas elegem representantes e reivindicam reforço na educação e ação contra mudança no clima

Participantes da IV Assembleia de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro realizado em São Gabriel da Cachoeira/AM

Os dois novos coordenadores do Departamento de Jovens Indígenas da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (DAJIRN/FOIRN) foram escolhidos nesta sexta-feira, 6 de novembro, durante a IV Assembleia Geral Eletiva de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro – Pandemia da Covid-19 e a Emergência Climática: Desafios para a Juventude Indígena do Rio Negro. Venceram as eleições para coordenar o DAJIRN/FOIRN entre 2021 e 2024 os jovens Elson Kene, de 27 anos, da etnia Baré, e Gleice Maia, de 18 anos, da etnia Tukano. Atualmente, os coordenadores do departamento são Adelina Sampaio, da etnia Desana, e Elson Kene.

Entre os desafios dos novos coordenadores, estão dar continuidade ao fortalecimento do departamento, atuar junto ao poder público por medidas contra a emergência climática e por mais segurança. Essas foram algumas das demandas dos participantes da assembleia. Uma carta com essas reivindicações será encaminhada ao poder público, indicando. O documento indica, inclusive, a necessidade de o campus São Gabriel da Cachoeira do Instituto Federal do Amazonas (IFAM) passar a ser Instituto Federal Indígena do Rio Negro.

Os jovens reivindicam também um terceiro coordenador que fique em Santa Isabel do Rio Negro ou Barcelos. Os atuais coordenadores do DAJIRN trabalham na sede da FOIRN, em São Gabriel da Cachoeira, e desenvolvem atividades no território indígena. Eles alegam que, como o território é muito extenso, o departamento centralizado não consegue dar voz à demanda de todos os jovens.

Eleito para a coordenação do DAJIRN/FOIRN, Elson Kene já ocupa esse cargo, tendo assumido a função este ano, quando substituiu Lucas Matos, da etnia Tariano, que não terminou seu mandato por motivos pessoais. Elson Kene é professor, formado em licenciatura indígena no polo Cucuí da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Ele é da etnia Baré, mas nasceu e vive na comunidade Baniwa de Boa Vista, na Foz do Içana, e foi indicado pela NADZOERE (Associação Baniwa e Koripaco).

A jovem Gleice Maia Machado, de 18 anos, é da etnia Tukano, tem ensino médio completo e mora do Distrito de Iauaretê. Ela foi indicada pela COIDI (Coordenadoria das Organizações Indígenas do Distrito de Iauaretê) e disse que pretende ajudar e representar os jovens de todas as etnias do Rio Negro. Os dois vencedores também foram os nomes indicados pela CAIARNX (Coordenadoria das Associações Indígenas do Alto Rio Negro e Xié).

Elson Kane Baré e Gleyse Maia Tukano foram eleitos para coordenar do Dajirn/Foirn na gestão 2021-2024. Foto: Ray Baniwa/Foirn

A DIAWI´I (Coordenação das Organizações Indígenas do Tiquié, Baixo Uaupés e Afluentes) indicou Erinelson Piloto Freitas, Tukano, e Vera Lúcia Aguiar, Tukano. Já   CAIMBRN (Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e Baixo Rio Negro) indicou Lilia França, da etnia Baré. 

Todas as cinco coordenadorias regionais da FOIRN participaram do encontro, que contou também com a presença de jovens indígenas da etnia Dãw. Cada uma das coordenadorias indicou os nomes que concorreram ao cargo de coordenador do DAJIRN. Tiveram poder de voto 10 representantes de cada coordenadoria regional.

Advogada do Instituto Socioambiental (ISA), Renata Vieira acompanhou o processo eleitoral. Ela reforçou com os adolescentes e jovens que o Direito é um espaço de luta, ou seja, eles devem sempre estar na briga para que suas demandas sejam colocadas em prática.

Esse é o primeiro encontro após o início da pandemia da Covid-19. Os jovens relataram sobre como suas comunidades enfrentaram a doença com o uso de remédios e práticas tradicionais. Falaram também sobre como o aquecimento global está interferindo na rotina dos indígenas. Informaram que querem dar prosseguimento aos estudos e, para isso, demandam mais apoio e estrutura do poder público. E pediram mais segurança, pois se sentem na linha de frente de problemas como alcoolismo, homicídio, suicídio.

ATUAL GESTÃO

Adelina de Assis Sampaio, atual coordenadora do Dajirn, apresenta relatórios de atividades do período de 2017-2020. Foto: Ana Amélia/ISA

Um dos desafios enfrentados pela atual gestão foi a pandemia. O DAJIRN, assim como muitas instituições, precisou interromper projetos. Segundo Adelina Sampaio, o departamento deixou de realizar as oficinas e conscientização sobre os direitos dos povos indígenas que seriam realizadas no território.  

Ela aponta que, ainda assim, o DAJIRN manteve as atividades. Adelina e Kelson participaram de entrega de cestas básicas e distribuição de máscaras. O Departamento de Adolescentes e Jovens atuou em conjunto com o Departamento de Educação da FOIRN mantendo diálogo com as secretarias de Educação municipal e estadual para acompanhar a suspensão e, em seguida, retomada das aulas devido à COVID-19.

Sobre o tema do encontro, mudanças climáticas e Covid-19, Adelina Sampaio explica que são duas questões que estão impactando a vida dos jovens em seus territórios. “Temos ouvido jovens de outros territórios, até por meio de lives, para perguntar sobre a realidade em outros locais, saber sobre os impactos do desmatamento. Sabemos que o desequilíbrio no meio ambiente traz doenças. Não só Covid, mas dengue, malária. Então estamos discutindo esse tema no Rio Negro”, disse.

ABERTURA

A assembleia aconteceu quinta e sexta-feira (5 e 6 de novembro), no auditório do Colégio São Gabriel, em São Gabriel da Cachoeira (AM). Os jovens desenvolveram grupos de trabalho e, a partir das discussões, apresentaram demandas.

Presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, da etnia Baré, participou da abertura do evento e até levou para casa, de presente, uma paca moqueada e beiju. Também estiveram na abertura a jornalista Juliana Radler, do Instituto Socioambiental (ISA); Mateus Vendramini, da Funai; Eraldina Machado, da FOIRN.

Membros da FOIRN que fizeram parte do movimento de jovens indígenas e hoje ocupam outros cargos participaram do encontro e incentivaram os participantes. Entre essas pessoas estão Edneia Teles (Arapaso), Claudia Wanano, Elizângela da Silva (Baré), Ray Baniwa, e Janete Alves (Desana).

Durante o primeiro dia da Assembleia, o Agente Indígena de Manejo Ambiental (AIMA), Mauro Pedroso, da etnia Tukano, falou sobre o calendário de ciclos anuais e políticas para adaptação das mudanças climáticas. O médico Guilherme Monção, do Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Negro (Dsei-ARN) falou sobre a Covid-19 no território indígena. 

O encontro foi finalizado na tarde de sexta-feira, com uma partida de futebol entre os jovens indígenas do Rio Negro.

Coragem em muitas línguas: juventude indígena se une em defesa do Rio Negro

Diante de ameaças como a mineração e a emergência climática, a juventude da floresta se encontrou em São Gabriel da Cachoeira (AM) para debater o futuro

Participantes do II Congresso de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro|Juliana Radler/ISA

A Maloca, habitação tradicional dos povos do Rio Negro, é considerada a casa coletiva que acolhe a todos e todas. É também símbolo dos Territórios Indígenas rionegrinos que atravessa gerações. E foi na Maloca Casa do Saber, na sede da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), em São Gabriel da Cachoeira (AM), que 256 jovens indígenas de 15 etnias se reuniram nos dias 5 e 6 de dezembro para debater sobre os principais desafios e perspectivas para o futuro.

Com olhos sonhadores e sorrisos tímidos de quem pela primeira vez participa de um congresso na sede do município, vozes adolescentes e jovens falaram a palavra “coragem” repetidas vezes. Diante dos desafios que têm na vida, essa juventude multiétnica — falante de várias línguas, como Tukano, Baniwa, Yanomami e Nheengatu — se uniu para pedir coragem a eles mesmos, aos seus caciques e aos governantes no poder.

“Cada grupo de jovem fez muito esforço para estar aqui. Vieram de longe e passaram por muitas coisas para chegar nesta maloca. Eu vejo que eles são muito fortes e batalhadores. Então, o que eu levo desse encontro é a força e a coragem que existe em cada um. Isso nos toca e desperta o interesse em aprender cada vez mais”, explicou Loila Góes Aguiar, Yanomami, de 16 anos. Ela, além de participar, apoiou nos trabalhos na cozinha do Congresso.

Mineração, não!

Diante dos sérios problemas ambientais vividos no Brasil ultimamente, como os rompimentos de barragem em Brumadinho e Mariana (MG), a juventude indígena do Rio Negro se posicionou contra projetos de garimpo e mineração colocados pelo atual governo para os Territórios Indígenas. Em seu documento final do II Congresso escreveu: “A forma que está sendo apresentada junto ao governo estadual e federal sobre a mineração em terras indígenas sem a devida consulta forma e oficial junto às lideranças e os povos habitantes dos territórios indígenas do Rio Negro, concluímos que a juventude do Rio Negro diz não à mineração em terras indígenas”.

Veja a íntegra do documento e lista de assinaturas.

Para o Baré de 19 anos, Gilvan Gonçalves Barreto, nascido na comunidade do Yabi, no Alto Rio Negro e estudante da Escola Sagrada Família, na sede de São Gabriel, esse tipo de evento é importante para “levar para frente nossa cultura e nossa valorização indígena”. A principal preocupação do jovem é com o lixo da cidade. Ele diz que chega a perder o sono pensando em como pode solucionar esse problema. Os igarapés estão cheios de lixo, a areia da praia, os terrenos baldios e isso o entristece. Sobre a possibilidade de enriquecer com a mineração ou garimpo, como defendem alguns políticos e empresários, ele comentou:

“Não sou a favor do garimpo. Nós, como indígenas, vamos nos matar de trabalhar para os outros que podem mais que nós e depois vamos ficar sem nada. Para os outros de fora, o garimpo gera muito dinheiro, mas para nós e para o meio ambiente gera um monte de lixo, polui os rios, lagos e floresta. Eu não tenho vontade de ir para o garimpo. Tenho vontade de trabalhar com Educação. De me tornar um professor. Meu sonho é ter uma infraestrutura melhor para nossos parentes e conscientizar todo mundo sobre o lixo para São Gabriel se tornar um lugar bom para todos”.

O grupo de jovens da etnia Dâw participou pela primeira vez de um evento na cidade. Guiados pela líder da comunidade, Auxiliadora Dâw, eles apresentaram suas conclusões sobre garimpo durante o encontro. “A gente não sabe nem batear ouro. A gente é contra isso. Se entrar na nossa terra esse garimpo não vamos ser nós que vamos explorar. Vimos os vídeos dos parentes Yanomami sofrendo muito com a poluição. Ouro causa muito sofrimento. Queremos é trabalhar com agricultura, que nos dá alimento e uma vida boa na comunidade e na nossa escola”, afirmou Auxiliadora. A etnia Dâw quase foi extinta há alguns anos e, hoje, soma uma população de 145 pessoas falantes da sua própria língua da família linguística Naduhup, em São Gabriel da Cachoeira.

Emergência climática

Marcina Alemão, jovem Baré de Tabocal dos Pereira, na TI Cué-Cué Marabitanas, disse que o Congresso valeu à pena para “aprender que a gente tem direitos. Direito à igualdade com os outros, de se colocar na frente das pessoas, de falar das nossas dificuldades e de como é viver nas comunidades”. Marcina disse estar surpresa com a questão climática, com o derretimento das geleiras dos Andes e de todo o movimento que a juventude mundial vem fazendo sobre o tema. “Acho que nós jovens devemos falar desse assunto para todo o mundo e orientar as pessoas porque elas estão perdidas. A gente precisa fazer mais encontros assim”.

“O que me chamou atenção aqui é que estamos pensando junto o nosso futuro diante de tanta dificuldade para nós. Estamos entendendo sobre as políticas públicas e como isso é importante para a juventude. Por isso, eu quero estudar mais para ajudar na minha comunidade. Meu pai e minha mãe são agricultores e sempre me incentivaram a estudar”, contou Amarildo da Silva Lima, Tuyuka da comunidade de Nossa Senhora de Assunção, no rio Tiquié, de 19 anos.

Ele terminou o ensino médio e agora paga mensalidade para o ensino superior à distância em uma faculdade privada em São Gabriel da Cachoeira. O jovem estuda Serviço Jurídico e Notariais. “Sempre estarei participando desses eventos. A Foirn é importante pra gente porque protege o nosso território. Está lutando, orientando, dando conselho. A Foirn chega nas comunidades, conversa e conta o que está acontecendo. É muito importante pra gente esse trabalho”, defendeu o jovem.

Moradora da cidade, Lilia Cordeiro França, do povo Baré, se disse surpresa com a precariedade das escolas nas Terras Indígenas e com a falta de infraestrutura, como ausência de salas de informática, biblioteca, quadras e energia elétrica. Nas apresentações de grupo, os jovens reivindicaram em primeiro lugar melhorias nas escolas nas aldeias. Eles desejam acessar as boas coisas da modernidade sem sair de suas terras e ter o direito – como todo cidadão brasileiro – de frequentar uma escola pública estruturada.


Em muitas aldeias, as aulas são improvisadas dentro de centros comunitários, capelas e casas construídas pela própria comunidade, sem nenhum tipo de infraestrutura para estimular e motivar os alunos. “Tem muita gente que diz que o jovem não tem capacidade de buscar os seus direitos, que não temos experiência para isso. Mas aqui no congresso vimos que podemos sim nos unir para construir um futuro melhor”, enfatizou Lilia.

Casas sagradas, benzimentos e 4G

Os jovens indígenas do Rio Negro presentes ao II Congresso pediram em uníssono a instalação de antenas 4G e manutenção dos orelhões nas comunidades. O acesso a internet e aos meios de comunicação é fundamental para os estudos e interação com o mundo. Ao mesmo tempo que querem acessar a tecnologia e as novidades, também se preocupam em zelar por suas tradições, cultura e território. A tecnologia, aliás, está atrelada a esse cuidado, quando os jovens indígenas desejam oficina de vídeo e técnicas de som para gravar danças, cantos e rituais.

“As pessoas hoje estão indo de qualquer jeito nas casas sagradas e por isso adoecem. Só pode ir para casa sagrada se tem permissão”, disse um jovem representante de Iauaretê, do povo Tariano, durante apresentação de seu grupo, que também enfatizou a importância dos benzimentos. “A gente queria ter um espaço cultural em Iauaretê para mostrar nossa cultura, produzir filmes e depois mostrar na comunidade. Isso seria bom para nós e para a valorização dos nossos conhecedores tradicionais”, completou.

O mesmo apresentou a juventude do rio Uaupés, representada por seis jovens de Taracuá acompanhados pela professora Carmem Menezes, do povo Tukano. “Precisamos fazer melhor pela futura geração e não estragar nosso território com garimpo, lixo e poluição. Grandes lideranças estão nos falando para a gente manter a mesma força que tiveram no passado para demarcar e defender o nosso território. E a gente vai continuar tendo coragem para exigir que os empresários, governo ou qualquer um outro venha nos consultar na comunidade, junto às nossas associações e à Foirn, sobre interesses financeiros em nossa área”, pontuou Marco Antônio Tukano, de 19 anos.

Momento histórico

A juventude escreveu uma parte importante da história do movimento indígena ao concretizar o II Congresso de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro (AM) em 2019, 17 anos depois, conseguem realizar outro congresso. O primeiro foi em 2002. Os veteranos que batalharam pela inclusão dos jovens nos espaços de decisão também participaram ativamente dos debates atuais, trocando experiências e apoiando a nova geração na continuidade da defesa dos direitos e do bem comum dos 23 povos indígenas do rio Negro. “Estamos ameaçados por um desgoverno que está tirando os direitos da juventude. A juventude periférica, sobretudo negra e indígena, está sendo dizimada”, denunciou Gilliard Henrique, do povo Baré, um dos idealizadores dos primeiros encontros da juventude indígena do Rio Negro.

Edineia Teles, do povo Arapaso, também é uma veterana da juventude indígena que esteve no protagonismo da conquista do Departamento de Adolescentes e Jovens da Foirn, assim como da Secretaria municipal de Juventude de São Gabriel da Cachoeira. “A partir do momento que passamos a cobrar do governo, a gente se tornou um inimigo dos governantes. O prefeito passa a se esconder da gente. Na época, a gente chegava a madrugar na porta do prefeito Juscelino para conseguir ter uma Secretaria Municipal da Juventude. Com essa insistência é que conquistamos nosso espaço”, relembra Edineia ao fazer a linha do tempo das conquistas da juventude.

Na abertura do evento foi feita homenagem ao jovem Desana Délio Firmo Alves, que faleceu em 2018 e foi grande defensor da juventude indígena do rio Negro, ocupando o cargo de presidente do Conselho Estadual da Juventude do Amazonas.

Para Adelina Sampaio, do povo Desana, coordenadora do Departamento de Jovens da Foirn, o Congresso deixa uma responsabilidade grande para o movimento indígena: o compromisso com as pautas e propostas da juventude. “Seremos os articuladores dessas demandas trazidas pelas nossas bases e agora temos que correr atrás para que essas propostas sejam concretizadas”, disse Adelina.

Adelina Sampaio, Desana, e Michelle Machado, Tukano, animam a juventude indígena|Juliana Radler/ISA

Claudia Soares, Baré, representante da Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), motivou a juventude a buscar seus direitos e a trabalhar pelo bem comum, pela sua cultura e território, mostrando quais são os principais desafios enfrentados hoje, como as invasões das terras indígenas por madeireiros, garimpeiros e outras atividades ilegais, sem que haja devido controle e fiscalização por parte das autoridades competentes.

A elaboração dos planos de gestão territorial e ambiental das Terras Indígenas do Rio Negro, assim como dos seus Protocolos de Consulta, também foram temas de trabalho de grupo e apresentações por parte da juventude, que precisa estar antenada aos assuntos fundamentais para garantir seus direitos territoriais. Nildo Fontes, vice-presidente da Foirn, do povo Tukano, fez apresentações desses temas para os jovens. “A juventude é a nossa continuidade e nossa renovação. Estamos trabalhando hoje para garantir a permanência e o bem viver dessa geração em nosso território”, sublinhou.

Greves globais do clima e a mobilização da juventude mundial na cobrança por medidas efetivas no combate às mudanças climáticas também foram temas de debate, em colaboração com o ISA. A partir de recentes reportagens científicas e matérias jornalísticas sobre o agravamento do quadro, como o relatório de 11.258 cientistas de 153 países denominado “Alerta dos Cientistas Mundiais sobre a Emergência Climática”, a juventude indígena recebeu informações atualizadas sobre o tema, debateu e inseriu suas considerações no documento final do Congresso.

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