Feira de Artesanato mobiliza comunidades indígenas do Alto Rio Negro

Participantes da feira na hora do almoço na comunidade São Gabriel Mirin, Alto Rio Negro. FOTO: SETCOM/FOIRN

Participantes da feira na hora do almoço na comunidade São Gabriel Mirin, Alto Rio Negro. FOTO: SETCOM/FOIRN

Há mais ou menos quatro anos atrás, a professora Elizangela da Silva Costa, realizava um projeto de pesquisa junto com seus alunos na comunidade São Gabriel Mirin, Alto Rio Negro, aproximadamente 150 km, de São Gabriel da Cachoeira.

Ao longo da pesquisa, que tinha como tema, a valorização cultural da comunidade, foi percebendo junto com seus alunos, que, muitos conhecimentos estavam sendo perdidos, ao longo do tempo. Por isso, um dos focos do trabalho foi o envolvimento dos conhecedores e conhecedoras na pesquisa, que teve como resultado a criação de uma casa de artesanatos na comunidade, inaugurando em agosto de 2014..

Desde lá, o movimento pela valorização da cultura através de exposição e feiras vem crescendo. Abrindo possibilidades para o reconhecimento das mulheres a nível regional e fortalecendo a valorização cultural e a transmissão de conhecimentos dos mais velhos ao jovens e crianças. Como também aos poucos fortalecendo a iniciativa no aspecto de alternativa de geração de renda na região.

Hoje, são 11 comunidades que participam dessa mobilização pelo fortalecimento da identidade cultural na região, e integram outras atividades, como torneios esportivos. Jogos e feiras de artesanatos caminham juntos, e vem dando resultados positivos: o fortalecimento, especialmente das mulheres, que já planejam criar uma associação no segundo semestre desse ano.

Para celebrar mais um passo dado, foi realizado mais uma feira de artesanato na comunidade São Gabriel Mirin, nos dias 13 e 14/06, onde, mais de 150 pessoas estiveram presentes. Que teve também a inauguração do campo de futebol da comunidade.

Inauguração do campo de futebol na comunidade São Gabriel Mirin, foi uma das atrações do evento. Foto: SETCOM

Inauguração do campo de futebol na comunidade São Gabriel Mirin, foi uma das atrações do evento. Foto: SETCOM

No evento, estiveram presente as instituições parceiras e apoiadores dessa iniciativa, que elogiaram a organização do evento e da iniciativa das comunidades do alto Rio Negro.

Em suas palavras, diretor da FOIRN, Marivelton Rodriguês Barroso, disse que, mobilização como essas, iniciadas e realizadas na região do Alto Rio Negro, são muito importantes para unir e fortalecer as comunidades, as pessoas, em busca de um objetivo comum, que é o fortalecimento e valorização cultural, e bem como, o fortalecimento político das comunidades e das associações locais. “Tendo as comunidades unidas, serão fortalecidas, como também as associações locais fortalecidas. E tendo essas (associações) fortalecidas, o movimento indígena do rio Negro também estará.”, disse.

Presentes também no evento, a Coordenadora do Departamento de Mulheres, Rosilda Cordeiro e a gerente da Casa de Produtos Indígenas do Rio Negro – Wariró, Neiva de Souza, reafirmaram como representantes que incentivam a produção e as iniciativas que visam a geração de renda, o compromisso de colaborar no fortalecimento desse iniciativa.

As comunidades do Alto Rio Negro atualmente lutam para a conclusão do processo de demarcação da Terra Indígena Marabitanas-Cuecué, um processo que vem se arrastando há alguns anos, até hoje, não realizada.

São Gabriel Mirin, Alto Rio Negro. Foto: SETCOM

São Gabriel Mirin, Alto Rio Negro. Foto: SETCOM

As comunidades que estiveram presentes no evento são: São Francisco, Nova Vida, Yabe, Tabocal, Sítio Maguarí, Juruti, Mabé, Cue-Cué, Brasília (Içana), Sitio Acará e São Gabriel Mirin (local).

Mais uma comunidade “conectada” a rede de radiofonia indígena no Rio Negro

Em Santa Rosa, diretor da FOIRN, Coordenador da CABC e líder da comunidade (ao centro).

Em Santa Rosa, diretor da FOIRN, Coordenador da CABC e líder da comunidade (ao centro).

A comunidade Santa Rosa, Médio Içana, mais conhecida em Baniwa de “Owhiikaa”, que para o português significa “Casa de Sarapó”, devido as pedras no porto da comunidade, considerado como um dos lugares sagrados na região, é mais mais uma a ser beneficiada pelo projeto “Fortalecimento das Coordenadorias Regionais”, apoiada financeiramente pela Embaixada da Noruega através do Programa de Apoio aos Povos Indígenas (saiba mais aqui).

O apoio acima citado é a instalação de uma radiofonia na comunidade, uma conquista que foi comemorado pelos comunitários no final de maio deste ano (30/05/2015).

“Estamos buscando esse meio de comunicação há vários anos, agora, vamos poder comunicar, nos informar sobre as ações realizadas pelo movimento indígena e comunicar com os parentes de outras comunidades, comemorou o líder da comunidade.

Para Isaias Fontes, vice presidente da FOIRN, essa conquista é muito importante, além de “conectar” essa comunidade, vai fortalecer a comunidade, especialmente na comunicação e troca de informações sobre as atividades, eventos que acontecem na região. Como também para a questão de saúde.

A ida para Santa Rosa, proporcionou também troca e atualização de informações sobre as ações realizadas e planejadas pela FOIRN para esse ano para a região do Içana, junto com a Coordenadoria Regional (CABC) e associações de base. O presidente da Câmara Municipal, Edilson Gonçalves, fez parte da equipe de visita à Santa Rosa.

Instalação de radiofonia em Santa Rosa, Médio Içana.

Instalação de radiofonia em Santa Rosa, Médio Içana.

Para chegar em Santa Rosa, localizada no Médio Içana, são um dia e meio de viagem de motor 40 hp e voadeira.

Atualmente, a rede de radiofonia indígena do Rio Negro administrada pela FOIRN conta com mais de 170 estações de radiofonia, espalhadas em todo o Rio Negro (Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira).

Apesar de parecer ser um número grande de estações de radiofonia, há várias reivindicações de comunidades localizadas em pontos estratégicos que ainda não foram contempladas.  A FOIRN, através de seus projetos e parcerias, vem buscando apoiar essas comunidades.

Etapa local da Conferência Nacional de Política Indigenista reuniu 500 participantes em Iauaretê, rio Uaupés

Participantes da etapa local da CNPI realizada em Iauretê, Rio Uaupés, a terceira no Rio Negro. Foto: Renato M/FOIRN

Participantes da etapa local da CNPI realizada em Iauretê, Rio Uaupés, a terceira no Rio Negro. Foto: Renato M/FOIRN

A etapa local realizada em Iauaretê, Rio Uaupés, reuniu representantes dos povos Tariana, Tukano, Dessana, Arapasso, Piratapuia, Hupdàh, Tuyuka, Kubeo e Wanano, que vivem na região do Médio, Alto Uaupés e Rio Papuri.

O evento também contou com a participação de professores e alunos, que totalizou mais de 500 participantes no primeiro dia. Nos últimos dois dias teve mais de 300 participantes.

As temáticas discutidas foram as mesmas das etapas anteriores. As propostas elaboradas serão reapresentados e discutidos na etapa regional em São Gabriel da Cachoeira, em agosto.

A a Diretora- Presidente da FOIRN, Almerinda Ramos de Lima, e dos diretores Nildo Fontes e Renato Matos participaram do evento, como membros da comissão organizadora das etapas locais e como palestrantes sobre as temáticas.

A realização da etapa local da Conferência Nacional de Política em Iauaretê, além da comissão formada por várias instituições, entre elas, a FUNAI e FOIRN, contou com a parceria da Coordenadoria das Organizações do Distrito de Iauaretê (COIDI) e com as associações de base.

Reunidos em etapa local da Conferência Nacional de Política Indigenista, lideranças indígena pedem a demarcação imediata das Terras Indígenas no Baixo Rio Negro

GTs apresentam propostas elaboradas durante a Conferência realizada em Santa Isabel do Rio Negro

GTs apresentam propostas elaboradas durante a Conferência realizada em Santa Isabel do Rio Negro

A 2a etapa local da Conferência Nacional de Política Indigenista, realizado entre 28 a 30 de maio na sede do município de Santa Isabel do Rio Negro, reuniu mais de 200 participantes para discutir os principais problemas enfrentados na região do médio e baixo Rio Negro.

Participaram dessa etapa local representantes dos povos Baré, Tariana, Tukano, Baniwa, Yanomami, Dessana e Piratapuia, vindos das comunidades localizadas nos municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira.

Com o tema “Avaliando a relação do Estado Brasileiro com os Povos Indígenas no Médio e Baixo Rio Negro”, em três dias, foram discutidos e debatidos vários assuntos, entre estes os Direitos Indígenas, Território e Territorialidade, Direito à verdade e a memória e Desenvolvimento Sustentável.

A partir da exposição sobre os temas por algumas lideranças indígenas convidadas, os participantes foram organizados em Grupos de Trabalhos para elaborar propostas  de ações dos governos municipal, estadual e federal sobre esses temas.

As discussões dos temas em GTs possibilitou também os participantes entenderem melhor os temas, pois, para cada GT foi indicado mediadores para esclarecer e tirar as dúvidas sobre os temas.

E como também aproveitaram esses espaços para apresentar os problemas enfrentados na região e também problemas que envolvem direitos indígenas ou ameaças a esses direitos, como a PEC 2015/2000, para a qual, mostraram indignação e repúdio. Em exposições dos resultados dos GTs os representantes de cada grupo falaram dos principais problemas enfrentados na região e as principais demandas e reivindicações.

Entre elas a demarcação imediata das três Terras Indígenas no Baixo Rio Negro, nas abrangências dos municípios de Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos. Atualmente as Terras Indígenas: Baixo Rio Negro (Aracá – Padauarí), Jurubaxi Téa e Uneiuxi continuam em andamento, processo que já se arrasta há anos e ainda não foi concluído. 

Em seus depoimentos, as lideranças falaram da atual situação em que se encontram, vivendo em meio à ameaças e invasões, causadas pela demora do processo de demarcação.

“A gente existe, também somos gente, o que seria do governo sem nós. Queremos respeito, queremos que o governo nos respeite e saiba que estamos aqui. Queremos a demarcação de nossas terras, não estamos pedindo o que é do governo, estamos querendo o que é nosso por direito. A gente não quer terra para vender, queremos a terra pra sobreviver”.

“Queremos e precisamos que a nossa terra seja demarcada, estamos sofrendo com os invasores, pescadores, garimpeiros. Por isso pedimos que a demarcação seja feita com urgência, por que, se continuar do jeito que está vai ter conflitos. Já denunciamos aos órgãos competentes  locais mas nunca tivemos respostas”.

De acordo com as lideranças indígenas, a demarcação das TIs na região do Médio e Baixo Rio Negro significa futuro para as futuras gerações que vivem na região, como também a redução dos vários problemas que enfrentam hoje, como: exploração de mão de obra  que continua através de redes de comerciantes, de patrões de piaçava, de agências de turismo localizadas nas metrópoles e com baixo, quando há, retorno à população local.

E ainda há invasão de “barcos geleiros”, que são barcos de pescadores que entram nos principais rios, para fazer pescas em grande escala desordenada para fins comercial. Alguns relataram a entrada de garimpeiros e o uso de mercúrio e lixo em diversos rios, há parentes com dívidas impagáveis aos patrões. Diante desses problemas pediram a conclusão imediata dos processos e a demarcação.

Participantes da conferência  fazem

Participantes da conferência fazem “pouse” com os certificados de participação em Santa Isabel. Foto: Ray Benjamim/SETCOM-FOIRN

Ao final houve uma avaliação, foi destacado a importância do evento para a atualização e troca de conhecimentos dos participantes sobre as temáticas da conferência, o fortalecimento do movimento indígena, em busca de melhorias para os povos que vivem na região.

Outro destaque foi o apoio recebido da prefeitura municipal de Santa Isabel do Rio Negro e da Câmara Municipal, uma aproximação que o movimento indígena vem buscando há vários anos. “É a primeira vez que estamos recebendo apoio e somos recebidos por uma gestão municipal aqui no Rio Negro (em três municípios), é essa aproximação e parceria que estamos buscando concretizar há vários anos”- disse, Marivelton Rodriguês Barroso, diretor da FOIRN, de referência à região do Médio e Baixo Rio Negro.

Presente no encerramento da conferência, o prefeito de Santa Isabel do Rio Negro, Araildo Mendes do Nascimento (Careca), disse que a causa indígena é coletiva, por isso, fazer parte e apoiar ações do movimento indígena deve ser motivo de orgulho, o que ele quer fazer, pois acredita nessa causa. E disse ainda que, é a obrigação do governo municipal reconhecer que em seu território existem diversos povos indígenas e que, deve-se fazer esforço para garantir que seus direitos sejam respeitadas e cumpridas. Como na abertura, o encerramento contou com a presença de todos os participantes, onde danças tradicionais foram apresentados e palavras de considerações finais foram dadas.

Lideranças indígenas de etnias diferentes se unem para apresentar dança de carriçu, tradicional dos povos indígenas do Rio Negro

Lideranças indígenas de etnias diferentes se unem para apresentar dança de carriçu, tradicional dos povos indígenas do Rio Negro

As etapas locais da Conferência Nacional de Política Indigenista continuam até ao final de julho, a próxima conferência local será realizada em Iauaretê, onde povos que vivem no médio, alto Uaupés e Rio Papuri irão também discutir e debater problemas, demandas e elaborar propostas que serão reunidas com as demais conferências locais, na etapa regional prevista para o mês de agosto em São Gabriel da Cachoeira.

Um dia para pintar o rosto e transmitir conhecimentos tradicionais para as futuras gerações em Balaio, BR 307

Foto: Comunicação/FOIRN

Foto: Comunicação/FOIRN

Associações Indígenas de Balaio, BR 307 em São Gabriel da Cachoeira, vê nas oficinas uma forma de fortalecer ainda mais a transmissão de conhecimentos tradicionais e valorização cultural.

É necessário percorrer cerca de 100 Km na BR 307 para chegar na comunidade Balaio, localizado na Terra Indígena de Balaio. Uma comunidade fundada há mais de 30 anos. Lá vivem mais de 23 famílias, que fazem parte em sua maioria dos clãs Tukano e Dessano. Porém, compartilham também esse espaço algumas pessoas de outras etnias como  Coripaco, Tariana e Kubeo.

“Basicamente as pessoas que vivem aqui são famílias, tios, tias”….comenta a Adelina Sampaio, coordenadora do Departamento de Adolescente e Jovens da FOIRN, uma das coordenadoras das oficinas realizadas pelas associações da comunidade, a AMIBAL (Associação das Mulheres Indígenas de Balaio) e AINBAL (Associação Indígena de Balaio).

Realizar as oficinas sobre as temáticas de interesse da comunidade através das associações que existem lá é uma idéia que vem funcionando na comunidade, e iniciada há alguns anos. Em frente à AMIBAL está a dona Jacinta Sampaio, 50,  a presidente de associação, filha do conhecedor tradicional, seu Casimiro Sampaio de 85 anos, da etnia Dessano.

Consciente da importância de repasse dos conhecimentos tradicionais para os mais novos, seu Camisiro e a filha dona Jacinta e seu marido João Bosco, 56, através da AMIBAL tem uma programação anual de oficinas, que envolve a comunidade toda, e especialmente a escola da comunidade.

No dia 22 de maio, foi realizado a oficina de “Pinturas Tradicionais Tukano e Dessano”, que reuniu toda a comunidade, onde, as pinturas (faciais) foram apresentadas em cartaz (desenhos) e seus significados e origens foram relatados. Posteriormente, todos os participantes foram convidados para escolher o desenho para ser “pintados” pelos mestres e colaboradores da oficina, como o João Bosco Veloso, 56, da etnia Dessano.

A atividade seguinte foi a participação da criançada e os jovens na confecção de desenhos (pinturas)  nos cartazes com o acompanhamento dos pais e mães e os professores.

Os mestres João Bosco e Seu Camisiro se pintam na oficina. Foto: SETCOM/FOIRN

Os mestres João Bosco e Seu Camisiro se pintam na oficina. Foto: SETCOM/FOIRN

Atualmente os professores estão desenvolvendo pesquisas com o objetivo de registrar esses conhecimentos tradicionais com os conhecedores, e através disso, levar para a sala de aula o debate sobre a importância disso para a comunidade e as pessoas que vivem lá.  E a oficina realizada faz parte da programação desses trabalhos junto com as associações locais.

Até ao final do ano, a AMIBAL e AINBAL e a escola esperam chegar a um material produzido sobre as pinturas tradicionais. O passo inicial já foi dado, a próxima oficina sobre as pinturas no corpo já está prevista, com a data ainda a definir.

De abertura ao encerramento, animado, os moradores de Balaio, animaram a oficina com danças tradicionais, participaram e aprenderam muito ao longo do dia com os conhecedores tradicionais.

A FOIRN esteve presente através da Coordenadora do Departamento de Mulheres e Comunicação. A Oficina ainda contou com a colaboração e apoio da Rosangela (Gestora do Colégio Sagrada Família), Rosi Waikhon (IFAM), Enfermeira Ana Sérgia (DSEI/Alto Rio Negro) e da Fundação Nacional do Indígena/Coordenação Regional do Rio Negro.

Ver mais fotos da oficina aqui

Oficinas sobre ordenamento territorial e pesqueiro são realizadas no Baixo Rio Negro

Entrega Barraca para atendimento de equipe de saúde - Campinas do Rio Preto

Barracas de atendimento à saúde em Campinas do Rio Preto. Foto: Marivelton R. Barroso/FOIRN

Nos dias 04 a 09 de maio o Diretor de referencia da região da CAIMBRN, Marivelton Barroso, Vice-coordenador da CAIMBRN – Andronico Benjamim, Gerente da Loja Wariró – Neiva de Souza, Antonio de Jesus Dias – Presidente da ASIBA, Marcelino Pedrosa – Assessor Indígena DSEI e Narley Cabral – Coordenadora DSEI/BAZ (com equipe multidisciplinar), realizaram a viagem de articulação na calha  do rio preto, padauiri área em processo de identificação para demarcação de terra indígena.

Durante os dias de viagem se percorreu as seguintes  comunidades: Campinas do rio preto sede da Associação das Comunidades Indígenas do Rio Preto – ACIRP, Nova Jerusalém, Acuquaia, Acu-acu, Tapera sede da Associação Indígena de Floresta e Padauiri – AIFP, Floresta e Associação Indígena de Barcelos – ASIBA (sede).

Entrega Mapa da Bacia do Rio Negro - nova publicação RRN

Em Campinas do Rio Preto, comunitários vendo as novas publicações da FOIRN e parceiros (Mapa, Boletins Informativos). Foto: Marivelton R. Barroso/FOIRN

As pautas de informações e discussões nas comunidades e Diretoria das associações: Demarcação das Terras Indígenas, Ordenamento Pesqueiro, Extrativismo da piaçaba, fortalecimento e autonomia das associações, Fundo Wayuri, PNGATI,  atividades a serem realizadas na região e Saúde.

Nos dias 11 a 13 de maio na comunidade de Bacabal do Rio Demini sede da Associação Indígena de Base Aracá e Demini – AIBAD, realizou a oficina para a promoção do menejo de pesca do rio Aracá e Demini, demanda que já vem sendo discutido em conjunto com a FOIRN e ISA, promovendo a discussão e levantamento participativo para o ordenamento territorial e pesqueiro da região.

São área bastantes afetadas com o turismo de pesca e pesca comercial desordenada sem nenhum controle e monitoramento as comunidade relatam não ser contra a atividades mais sim de ter área definidas e mapeadas como já foi apresentado aos órgãos de governo com as publicações da serie pescarias no rio negro.

Fizeram de conteúdos da oficinas para aprofundamento melhor das comunidades o decreto de pesca da Bacia do rio Negro, Decreto de criação do fundo de desenvolvimento do turismo de pesca em Barcelos, e proposta de plano de manejo da Associação Indígena de base Aracá e Demini – AIBAD e Menejo de pesca dos Rios Aracá e Demini.

As lideranças moradores das comunidades ver como prioridade a discussão e construção de proposta, pois enquanto a demarcação não acontece vamos continuar sofrendo com a entrada de barcos que desrespeitam a nossa área de uso, mesmo com a recomendação do MPF a secretaria de meio ambiente de Barcelos, até a presente data não foram colocadas as placas em nossas áreas como pedia a recomendação – afirma Evanildo Martins.

FOIRN participa da comissão que organiza e coordena as etapas locais da Conferência Nacional de Política Indigenista

Participantes do evento realizado em Juruti - Alto Rio Negro. Foto: Ray Benjamim

Participantes do evento realizado em Juruti – Alto Rio Negro. Foto: Ray Benjamim

Etapa local de Juriti – Alto Rio Negro reuniu povos indígenas da região
A primeira etapa local no Rio Negro, Amazonas reuniu os povos indígenas Baré e Werekena, além dos povos Baniwa, Tukano e outros que também vivem na região. Mais de 120 pessoas participaram do evento, entre os dias 5 e 7 de maio.

O encontro aconteceu na comunidade Juruti – Alto Rio Negro, que fica aproximadamente duas horas e meia de viagem de São Gabriel da Cachoeira, sede do município. Entre os assuntos discutidos estavam o direito a educação escolar indígena específica e a saúde diferenciada. Outros assuntos debatidos foram a Demarcação da Terra Indígena Cucué – Marabitanas e a ameaça aos direitos dos povos indígenas, com a PEC 215.

Ao final da etapa local foi elaborado um documento com várias propostas destinadas ao governo municipal, estadual e federal. “Nós queremos que o governo brasileiro respeite, cumpra o que está escrito na Constituição Federal, queremos a nossa demarcação o mais rápido possível”, afirmou Gualberto Pereira da Silva, do povo Baré, Alto Rio Negro.

As 39 propostas encaminhadas em Juruti serão apresentadas e debatidas na etapa regional prevista para o mês de agosto. Mas, antes disso, serão realizadas 6 etapas locais em locais estratégicos no Rio Negro, ver agenda aqui

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