Mais duas Casas da Pimenta são inauguradas no Alto Rio Negro

Dia 19 e 23 de abril marcaram a inauguração de mais duas Casas da Pimenta Baniwa, agora são 4 em funcionamento!

Mulheres durante a cerimônia de inauguração da Casa da Pimenta Yamado (Titsiadoa). Foto: SETCOM/FOIRN

Mulheres durante a cerimônia de inauguração da Casa da Pimenta Yamado (Titsiadoa). Foto: SETCOM/FOIRN

Agora são 4 casas da Pimenta em funcionamento. A quarta casa foi inaugurada na comunidade Yamado, próximo à São Gabriel da Cachoeira, no dia 23 de abril.

Agora a Rede de Casas da Pimenta Baniwa conta com uma casa em Tunuí Cachoeira – Médio Içana, outra em Ucuki Cachoeira, Alto Aiarí, e a terceira na Escola Pamáali – Médio/Alto Içana e a Casa da Pimenta Yamado, que fica nas próximo à cidade.

A cerimônia contou com a presença de representantes de instituições parceiras e apoiadores como a FOIRN, o Instituto Socioambiental, Instituto Atá, FUNAI/CRRN, e ainda com o Exército Brasileiro.

A abertura da cerimônia de inauguração foi dado com um canto de recepção em Baniwa, e hino nacional brasileiro – pela banda indígena, dirigido pela 2a Brigada de Infantaria de Selva, que conta com a participação de jovens das comunidades Areal e Yamado.

Em suas palavras, o André Baniwa presidente da Organização Indígena da Bacia do Içana (OIBI), lembrou que a Pimenta Baniwa nasceu a partir da reivindicação das mulheres Baniwa das comunidades do Içana, como uma alternativa de geração de renda. A OIBI que vem buscando desenvolver projetos de alternativas econômicas desde que foi fundada em 1992, formulou a proposta de comercializar a Pimenta Baniwa, e que ao longo da caminhada contou com a parceria de instituições, que de acordo ele, é fundamental para a ampliação e a consolidação do projeto na região do Içana, e agora no Rio Negro.

E lembrou ainda que, hoje, a pimenta Baniwa além de ser um alimento é também um instrumento de luta política pelos direitos indígenas, uma reafirmação de identidade do Povo Baniwa, como também dos Povos do Rio Negro. Uma contribuição dos Povos Indígenas com o Brasil.

Diretores da FOIRN, Almerinda Ramos de Lima e Isaias Fontes falaram da importância desse projeto para o desenvolvimento social dos povos indígenas do Rio Negro. De acordo com a presidente a Pimenta Baniwa é um projeto concreto, um exemplo de que é possível desenvolver projetos que gerem a partir da valorização da cultura, da territorialidade e da diversidade, sem precisar destruir o meio ambiente.

Almerinda reafirmou que a FOIRN apóia e defende projetos, que visam contribuir para a melhoria de qualidade de vida dos povos indígenas, respeitando e valorizando a cultura, e ao meio ambiente.

Beto Ricardo do ISA e o Chef de Cozinha Alex Atala do Instituto Atá reafirmaram a importância desse projeto para os Baniwa e para os Povos do Rio Negro, como um meio de contribuição desses povos no processo de valorização e resgate da cultura.

Adeilson Lopes do ISA, que trabalha como os povo Baniwa do Içana (Médio e Aiarí), que acompanha o Projeto Pimenta Baniwa, falou da importância da valorização e respeito às territorialidades tradicioais dos clãs Baniwa no processo de ampliação e implantação das casas da Pimenta. De acordo ele, a primeira casa (Tunuí Cachoeira)  está funcionando no território dos Dzawinai, a segunda casa (Ucuki Cachoeira) está funcionando no território dos Hohodeni, a terceira casa (Escola Pamáali) funciona no território dos Waliperidakenai e a quarta casa (Yamado) vai funcionar e atender os Baniwa que moram na cidade ou nas proximidades.

Representantes de instituições parceiras do Projeto Pimenta Baniwa durante a inauguração . Foto: SETCOM/FOIRN

Representantes de instituições parceiras do Projeto Pimenta Baniwa durante a inauguração . Foto: SETCOM/FOIRN

Além do  Alex Atala (Restaurante D.O.M de São Paulo), os Chefs de Cozinha Felipe Schaedler (Restaurante Banzeiro de Manaus) e Bela Gil participaram das duas cerimônia de inauguração.

O que são as Casas da Pimenta Baniwa
São construções que oferecem os espaços e utensílios adequados ao processamento, envaze e armazenamento da jiquitaia produzida a partir das pimentas cultivadas pelas mulheres das comunidades baniwa.
As casas foram especialmente projetadas e instaladas a partir da orientação de um conjunto de pesquisas sobre o processamento do produto, sobre os requisitos estéticos, de estabilidade e de uso sustentável de materiais nas construções tradicionais, mas também adequada para atender a exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.

As Casas da Pimenta são responsáveis por agregar a produção das roças familiares de uma determinada região de ocupação baniwa; organizar o processamento e estocagem, sob protocolo especial de produção para o mercado; e realizar o controle de qualidade e de fluxo de informações. Estão em operação duas Casas da Pimenta em coimunidades baniwa:Tunui Cachoeira, no Rio Içana e Ucuqui Cachoeira, no Rio Aiari.

Para saber mais sobre a Pimenta Baniwa clique aqui

ASIBA realiza X Assembleia em Cumarú – Baixo Rio Negro e elege nova diretoria

Participantes da X Assembleia da ASIBA em Cumaru, Baixo Rio Negro. Foto: SETCOM/FOIRN

Participantes da X Assembleia da ASIBA em Cumaru, Baixo Rio Negro. Foto: SETCOM/FOIRN

Entre os dias 10 e 11 da abril, foi realizada a X Assembleia Geral da Associação Indígena de Barcelos – ASIBA na comunidade de Cumaru, localizado no município de Barcelos.

O evento reuniu cerca de 80 participantes,  incluindo representantes de associações de bases e convidados como representantes de instituições locais e parceiras como a FOIRN (Diretor Marivelton Rodrigues Barroso, Edilene Meireles/Comunicação, Francinéia Fontes/Depto de Mulheres, Ivo Fontoura/Educação), CAIMBRN (Orlando José de Oliveira/Coordenador e Andrônico Benjamim/Vice – Coordenador), Instituto Socioambiental – ISA (Camila Barra), SEMEC-Barcelos (Emerson Rocha), Câmara dos Vereadores de Barcelos (Martinho Albuquerque)  e ACIMRN (Carlos Nery).

Na assembleia foram abordados e  discutidos pauta:  Saúde Indígena, Ordenamento Pesqueiro em Barcelos, Educação Escolar Indígena, Patrimônio do Rio Negro: Sistema Agrícola Tradicional e Historia do Povo Baré e Processo de Demarcação das Terras Indígenas na área de Barcelos.

O debate sobre a Saúde Indígena foi sobre o histórico, desde que foi conquistada pelo Movimento Indígena, que de acordo com as lideranças participantes, aconteceu vários avanços nos últimos anos. Mas, continua com desafios a serem superadas, entre elas, a melhoria na gestão e na melhoria na atenção básica – equipes de saúde com condições de trabalho e atuando nas comunidades permanentemente.

Os resultados do Ordenamento Pesqueiro na área de Barcelos foi apresentando (mapas), um projeto realizado pela ASIBA em parceria com a FOIRN, o ISA junto com as comunidades, com objetivo de mapear os locais de uso tradicionais de pesca, como objetivo de contribuir no processo de elaboração de um plano de gestão desses recursos (pesqueiros). Um dos desafios apontados no debate é em relação a pesca desordenada de pescadores, que em muitos casos, desrespeitam as áreas consideradas importantes para a reprodução desses recursos.

A educação escolar indígena é um dos temas discutidos na região de Barcelos há alguns anos, mas, os desafios relacionados a efetivação dessa proposta pelos orgãos competentes ainda são grandes. Apesar de a FOIRN, e as associações de base e a Coordenadoria Regional levar o tema (Seminário de Educação Escolar Indígena e oficinas) para essa região, pouca iniciativa tem sido feita, muitas vezes por iniciativa própria de algumas comunidades, como é o caso de Canafé, na qual o projeto político pedagógico está em processo de discussão e elaboração.

Foram dados informes sobre o processo atual da criação dos Conselhos da Roça no âmbito do Sistema Tradicional Agrícola do Rio Negro. Onde, entre outras coisas, foi debatido a importância de incluir o tema nas propostas curriculares das escolas indígenas.  Foi novamente recomendado pela assembleia a elaboração de uma carta ao CONSEA – Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional , solicitando a criação de programas e políticas novas que valorizem a diversidade de produtos e a forma tradicional de produzir e preparar o sistema alimentar visando o bem-viver das comunidades indígenas e tradicionais, e que o retorno da resposta seja com urgência para as comunidades indigenas.

A história Baré foi um dos temas discutidos durante a assembleia, pois, de acordo com as lideranças, na região tem se comentando muito, que a etnia Baré não existe mais. Diante desse contexto, as lideranças Baré vem há algum tempo buscando formas de resgatar a história e mostrar que a etnia Baré continua existindo até hoje. Um dos resultados desse esforço é  a publicação do livro Baré – o Povo do Rio, que reune relatos de lideranças indígenas e pesquisadores sobre a cultura Baré. A publicação foi lançado em São Paulo, pelo SESC SP, no dia 31 de março.

Uma das pautas da assembleia foi a troca da diretoria, que foi realizado no último dia. Foram formadas duas chapas: Chapa 1: Benjamim Baniwa (Auzira Tukano, Luziane Melo Baré, Elcimar de Jesus Oliveira e Sidemar de Oliveira e Almir Justo) e Chapa 2: Antônio Campos (Cledinaldo, Antonio de Jesus, Mª Lucilene, João Leandro, Clarindomar Campos, José Alberto Andrade). O resultado da votação foi: Chapa 1 – 34 votos e chapa 2 – 41 votos.

Nova diretoria da ASIBA, da esquerda p/ direita: Cledinaldo, Antonio de Jesus, Mª Lucilene, João Leandro, Clarindomar Campos, José Alberto Andrade

Nova diretoria da ASIBA, da esquerda p/ direita: Cledinaldo, Antonio de Jesus, Mª Lucilene, João Leandro, Clarindomar Campos, José Alberto Andrade

Após a eleição a nova diretoria falou das expectativas futuras em relação ao desafios enfrentados atualmente pelo movimento indígena na região de Barcelos.

Na avaliação foi recomendado pela assembleia a nova diretoria para levar os trabalhos para frente, sem medo de encarar as dificuldades e os desafios. E que devem mostrar trabalho, e estar sempre presente nas comunidades de abrangência e em momentos em que devem representar as comunidades da área de abrangência.

Intercâmbio discute novas formas de valorizar o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro

Grupo que participou do intercâmbio diante na Casa da Pimenta na comunidade Yamado|Wilde Itaborahy-ISA

Grupo que participou do intercâmbio diante na Casa da Pimenta na comunidade Yamado|Wilde Itaborahy-ISA

De 24 a 26 de março, agricultores e lideranças indígenas do Médio Rio Negro, gerentes das Casas da Pimenta Baniwa e representantes da Organização Indígena da Bacia do Içana-(Oibi), reuniram-se na comunidade do Yamado e na sede do ISA em São Gabriel da Cachoeira (AM). Na pauta, novas formas de valorização econômica do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, patrimônio cultural brasileiro.

O intercâmbio-oficina foi dividido em dois momentos. O primeiro, no dia 24, na sede do Instituto Socioambiental, teve como objetivo discutir entraves no acesso às políticas públicas para a agricultura familiar indígena na região. Participaram técnicos do ISA, agricultores indígenas da região do Médio Rio Negro, e o gerente local do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (Idam).

O segundo momento, de 25 a 26 de março, aconteceu na comunidade Yamado e teve como objetivo promover um intercâmbio e troca de experiências junto aos gerentes das Casas de Pimenta, projeto coordenado pela Oibi e pelo ISA. Nesses dias foram abordados temas sobre a iniciativa de comercialização de produtos beneficiados em comunidades indígenas, valorização econômica do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, e aplicação de novas técnicas de beneficiamento e conservação de frutas, ervas medicinais e pimentas.

Inadequação das políticas públicas

Na discussão dos entraves de acesso às políticas públicas para a agricultura indígena na região foi redigida uma carta a ser encaminhada ao Conselho Nacional de Segurança Alimentar – Consea. O texto destaca que as políticas de compras públicas como PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), não são adaptadas para a realidade do Rio Negro. O excesso de burocracia, os baixos preços e as dificuldades logísticas dos órgãos públicos tornam praticamente impossível a aplicação destes programas às comunidades indígenas da região.

Além disso, os programas de assistência técnica desenvolvidos na região, que incentivam a mecanização, a monocultura e o uso de insumos químicos vão na contramão da salvaguarda e conservação de um dos maiores patrimônios dos povos dessa região, a agrobiodiversidade e o conhecimento associado a ela. Vale lembrar que o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro é um patrimônio cultural brasileiro reconhecido pelo Iphan/ Ministério da Cultura.

Nas Comunidades: multiplicando conhecimento

Os aprendizados e discussões resultantes do intercambio foram pauta de conversas e encontros nas comunidades do Médio Rio Negro – Acariquara e Cartucho – e na cidade de Santa Isabel do Rio Negro. Equipe do ISA e representantes das comunidades que participaram do intercambio transmitiram aos demais suas impressões do trabalho realizado pelos Baniwa do Rio Içana a partir do projeto “Casas da Pimenta Baniwa”.

Nesses momentos pós intercambio (de 27 de março a 2 de abril), discutiu-se novas formas, também sustentáveis, de beneficiamento de produtos tradicionais do Rio Negro, geração de renda a partir de maior e diversificado acesso ao mercado, e iniciativas de conservação da diversidade de plantas.

O intercâmbio organizado pelo ISA, teve apoio da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – Foirn, Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro – ACIMRN, Associação das Comunidades Indígenas Ribeirinhas – Acir, Organização Indígena da Bacia do Içana – Oibi e do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento – IRD, por meio do projeto de valorização do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro. Além destas instituições, estiveram presentes também, representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan/MinC.

O que são as Casas da Pimenta Baniwa
São construções que oferecem os espaços e utensílios adequados ao processamento, envaze e armazenamento da jiquitaia produzida a partir das pimentas cultivadas pelas mulheres das comunidades baniwa.
As casas foram especialmente projetadas e instaladas a partir da orientação de um conjunto de pesquisas sobre o processamento do produto, sobre os requisitos estéticos, de estabilidade e de uso sustentável de materiais nas construções tradicionais, mas também adequada para atender a exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.

As Casas da Pimenta são responsáveis por agregar a produção das roças familiares de uma determinada região de ocupação baniwa; organizar o processamento e estocagem, sob protocolo especial de produção para o mercado; e realizar o controle de qualidade e de fluxo de informações. Estão em operação duas Casas da Pimenta em coimunidades baniwa:Tunui Cachoeira, no Rio Içana e Ucuqui Cachoeira, no Rio Aiari.

Ainda neste mês de abril serão ianguradas mais duas, uma na Escola Baniwa Coripaco no Alto Içana e outra na comunidade Yamado, situada em frente a cidade de S. Gabriel, na margem direita do Rio Negro, na TI Alto Rio Negro.

Fonte: Instituto Socioambiental

140 ACIS concluem o Curso Técnico de Agentes Comunitários Indígenas de Saúde (CTACIS), nessa semana em São Gabriel da Cachoeira

ACIS em atividade durante o curso. Foto: Ana Lucia Pontes – Coordenação do Curso/EPSJV/FIOCRUZ

ACIS em atividade durante o curso. Foto: Ana Lucia Pontes – Coordenação do Curso/EPSJV/FIOCRUZ

Durante o período de 02 de fevereiro a 13 de março se realizou em São Gabriel da Cachoeira a finalização da II Etapa do Curso Técnico de Agentes Comunitários Indígenas de Saúde (CTACIS) para os polos formativos do Médio e Alto Waupés e Rio Papuri e o polo Baixo Waupés e Rio Tiquié.

Nessa II Etapa, os ACIS aprenderam e discutiram sobre politicas de inclusão social, como a Bolsa Família e benefícios trabalhistas, e seus impactos na qualidade de vida e saúde da população indígena. Outro tema trabalhado foi a organização dos programas de controle e prevenção do diabetes e da Hipertensão Arterial.

Os ACIS aprenderam sobre os fatores de risco, técnicas para suspeitar desses problemas e estratégias de prevenção e controle. O último tema dessa etapa foi a vigilância de doenças transmissíveis, como malária, tuberculose, hanseníase e infeções sexualmente transmissíveis.

A partir do dia 16 de março se reuniram na Maloca da FOIRN os 140 ACIS de todo DSEIRN para finalização da formação técnica profissionalizante, cujas atividades se encerram no dia 10 de abril de 2015.

Nessa última etapa, os ACIS aprenderam técnicas de primeiros cuidados e suporte básico de vida; produziram materiais educativos para serem utilizado nas comunidades; e, elaboraram estratégias de ação para todas suas competências.

A última semana de aula também foi um importante momento político para os ACIS discutirem sua organização como categoria profissional de saúde, cujas novas atribuições serão repassadas para o CONDISI e para as comunidades por meio de cartas.A cerimônia de formatura se realizará nos dias 10 de abril, na Maloca da FOIRN, e no dia 11 de abril no Ginásio Arnaldo Coimbra.

Esse curso foi realizado pela SEDUC/GEEI e Fiocruz, com apoio da FOIRN, FUNAI, Prefeitura de São Gabriel da Cachoeira e DSEIRN, e se iniciou em 2009, a partir de proposta elaborada pela FOIRN.

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Informações e imagens da Ana Lucia Pontes – Coordenação do Curso/EPSJV/FIOCRUZ

Diretores da FOIRN participam do Curso Básico de Formação em Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas – PNGATI em Brasília

Participantes da curso em atividades. Foto: Isaias Fontes/FOIRN

Participantes da curso em atividades. Foto: Isaias Fontes/FOIRN

Diretores da FOIRN, Renato Matos, Isaias Fontes e Nildo Fontes, participam em Brasilia o 2º Módulo do Curso Básico de Formação em Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas – PNGATI.

Os conteúdos:1- Natureza e Cultura; 2 – Relação Histórica entre os Povos Indígenas e o Estado Nacional; 3 – Conflitos Socioambientais Envolvendo Povos Indígena; 4 – Resistência Indígenas através dos séculos (Historia do movimento indígena) e Apresentação dos resultados das atividades de pesquisa colaborativa realizadas a partir do Modulo I.

O curso é realizado pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) em parceria com a Rede de Cooperação Amazônica – RCA. As atividades do segundo módulo vão até dia 10/04.

Lideranças do Rio Negro e Roraima discutindo o processo histórico de massacre sofrido pelos povos indígenas no Brasil.. Foto: Isaias Fontes/FOIRN

Lideranças do Rio Negro e Roraima discutindo o processo histórico de massacre sofrido pelos povos indígenas no Brasil.. Foto: Isaias Fontes/FOIRN

COIDI realiza assembleia extraordinária e elege nova Coordenadora em Iauaretê, Rio Uaupés

Os membros do Conselho Diretor da FOIRN e Conselho de Líderes do Distrito de Iauaretê realizaram no dia 29 de março uma assembleia extraordinária da COIDI para repassar os encaminhamentos da 28ª Reunião do Conselho Diretor e discutir problemas e dificuldades enfrentadas atualmente pela coordenadoria. Uma das deliberações da assembleia foi a eleição de um novo coordenador.

Teve três candidatos que segue com o número de votos: Odimara Ferraz Matos (60 votos), Adilma Auxiliadora Sodré (29 votos) e Arlindo Bosco Sodré Maia (13 votos).

Portanto, a Odimara Ferraz Matos, 24, da etnia Tukano é a nova Coordenadora da COIDI. ” Acompanho e participo o movimento indígena há alguns e sempre tive a vontade de algum dia participar diretamente e contribuir. Agora estou tendo essa oportunidade” -disse a nova coordenadora, que é participante ativa do movimento de jovens e mulheres indígenas do Rio Negro.

A assembleia extraordinária contou com a presença da Almerinda Ramos de Lima – Presidente da FOIRN e Rosilda Cordeiro – Coordenadora do Departamento de Mulheres Indígenas.

A COIDI é uma das primeiras Coordenadorias Regionais do Rio Negro, foi criada em 1997.

A nova coordenadora da COIDI participa o movimento indígena do Rio Negro há anos, atuando principalmente na representação de mulheres indígenas em eventos. Foto: divulgação

A nova coordenadora da COIDI participa o movimento indígena do Rio Negro há anos, atuando principalmente na representação de mulheres indígenas em eventos. Foto: divulgação

Oficina sobre como aproveitar melhor “madeiras roliças” reuniu representantes das 5 regiões do Rio Negro em São Gabriel da Cachoeira.

Diretores da FOIRN, participantes da oficina e instrutores da oficina. Foto: SETCOM/FOIRN

Diretores da FOIRN, participantes da oficina e instrutores da oficina. Foto: SETCOM/FOIRN

A FOIRN realizou em parceria com a Aliança pelo Clima e a escola Hedelhof, ambos da Austría, a Oficina de Técnicas em Contrução com Madeira roliça e Manuseio de Plainadeira acoplado em Motossera.

A oficina que aconteceu entre 24 a 27 de março reuniu representantes das regionais como o Baixo e Médio Rio Negro, Alto Rio Negro, Rio Içana, Uaupés e Tiquié.

Para o diretor da FOIRN, Renato Matos, a oficina trouxe novas técnicas de como aproveitar melhor as madeiras que existem na região e que foi muito positivo e de grande aprendizado para os participantes que serão os multiplicadores do conhecimento adquirido.

Os instrutores da oficina são: -Josef Beneder, Herbert Grulich, Johannes Bichl e Johann Kandler.