FOIRN RECEBE VISITA DA OFICIAL DE PROJETOS KERSTIN PLASS APC

Oficial de Projetos da Aliança Pelo Clima – APC Kerstin Plass e o Diretor Presidente da FOIRN foram recepcionados pela equipe da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), Coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e do Baixo Rio Negro (CAIMBRN),  em Santa Isabel do Rio Negro na quinta feira, 7 de julho, com um jantar regional juntamente com as organizações indígenas e os parceiros locais que estiveram presentes para o primeiro diálogo de apresentação (IDAM,  Prefeitura Municipal de SIRN, DSEI Yanomami, SECOYA, DSEI/Alto Rio Negro e FUNAI).

As frutas Banana, abacaxi, cubiu, açaí, cupuaçu, macaxeira, cará, tapioca e muito mais, a diversidade de alimentos produzidos por agricultores indígenas na região do Rio Negro, no Amazonas, está presente na Iwaita Ruka (Casa das Frutas) Produto do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, projeto desenvolvido pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), para o beneficiamento desses produtos. A unidade, localizada em Santa Isabel do Rio Negro, está em fase final de testes e recebeu nesta sexta-feira, 8 de julho, a visita de Kerstin Plass, Coordenadora do Programa Rio Negro da Aliança pelo Clima, uma das principais entidades parceiras da Casa de Frutas, e do presidente da FOIRN, Marivelton Barroso, do povo Baré, que acompanhou a visita.

Kerstin disse que foi surpreendente estar em Santa Isabel e poder visitar um dos projetos financiado por eles e, de também experimentar as frutas que a técnica de produção Ilma nery e Daniela Alcântara auxiliar de produção estão  fazendo os testes para o aprimoramento dos produtos que estão  sendo processados na casa, Kerstin experimentou  diversas frutas que já foram processadas (banana pacovan, banana comprida, cubio, Açaí, derivados da mandioca tapioca e bejú-cica, e barra de Açai com banana pacovan).

Estiveram acompanhando a visita, João Gabriel (Acessor/ISA), Marivelton Barroso Diretor Presidente da FOIRN e de referência da coordenadoria das Associações Indígenas do Médio e do Baixo Rio Negro (CAIMBRN),   Deivison Murilo Cardoso – Gerente da casa De frutas, Ilma Neri Técnica de Produção, Daniela Alcântara – Auxiliar de Produção, a Diretoria da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN) Adilson Joanico- Presidente,  Eliezer Sarmento – Tesoureiro, Elder Santos – Secretário.

Gerente da Casa das Frutas e auxiliar de produção entregando Lembrancinha para Kerstin.

Nesta visita a técnica de produção  Ilma Neri apresentou a casa desde a fase de entrada dos funcionários, estoque das frutas recém  chegadas, processo de lavagem e descarte  dos que não vão servir, ala de processamento de despolpagem e secagem das frutas nas desidratadoras. João Gabriel completou a apresentação descrevendo cada um dos equipamentos que já se encontram na casa instalados e funcionando (máquina de processamentos da cana de açúcar, fogão  para esterilizar os derivados da mandioca e outros, freezer para conservarem as polpas de frutas, e as desidratadas que por sua vez são  duas, uma de uso com gás  que já está em funcionando e outra em fase de testes por ser de uso com energia sintética  e solar, ainda falta instalar as drenagem para entrar em funcionamento  e testes.

A Kerstin sentiu – se feliz e honrada de conhecer e experimentar as frutas que por sua vez continua sendo produzidos de forma tradicional pelospovos indígenas de várias culturas.

 “Hoje eu fui visitar a casa de frutas aqui em Santa Isabel, conheci a estrutura que foi estabelecida aqui junto a FOIRN e o ISA, achei muito profissional, muito bem estruturado, vocês vão ter uma possibilidade  muito variada de fazer uma cadeia de produtos, achei muito boa a ideia de trazer produtos dos agricultores locais para agregar mais um valor, para criar uma fonte de ingresso de certa maneira para a região, para a cidade também e para os produtores, acho importante também que o resto da região e do Brasil, que em algum momento no futuro vai ter a possibilidade  de exportar os produtos para o resto do Brasil, agregar um valor aos produtos, a produção de pequena escala, aos produtores, valorizar seu trabalho. Então eu, desde o início gostei muito da ideia, também de como criar um novo produto, de forma contemporânea, moderna, assim como a fruta desidratada, talvez não é tão comum aqui nessa região, mas que pode agregar mais um valor, muito interessante isso ’’.  Afirma Kerstin Plass.

A Casa de Frutas é gerida e movimentada por indígenas e recebe alimentos produzidos nas roças tradicionais da região, seguindo o Sistema Agrícola Tradicional (SAT) do Rio Negro, reconhecido como patrimônio cultural do Brasil. 

Assessor técnico do Projeto Cadeias de Valor do ISA, João Gabriel Raphaelli explica que o processo está em fase final de testagem, sendo que já foram feitas produções de alimentos como chips de cará e mandioca, frutas secas, granola do Rio Negro, polpa de cupuaçu, farinha de banana.

  “Esse projeto valoriza a diversidade das espécies – há roças, por exemplo, que têm cinco variedades de maniva e sete tipos de banana. Além disso, no processo que tornou o Sistema Agrícola do Rio Negro (SAT-RN) patrimônio cultural, está prevista como salvaguarda a criação de alternativas para retorno financeiro, possibilitando a manutenção do sistema. A Casa de Frutas é uma dessas salvaguardas”, explica.

O objetivo é que todas as comunidades de Santa Isabel possam fornecer alimentos na Casa de Frutas. Após o beneficiamento, os produtos passam a ter maior facilidade de escoamento. Entre as possibilidades de mercado consumidor está a cadeia de turismo de base comunitária que vem sendo desenvolvida na região.

Kerstin Plass também visitou projetos desenvolvidos em São Gabriel da Cachoeira (AM), como a Casa de Pimenta localizada na comunidade Yamado. Ela também foi a uma roça de pimenta na comunidade Boa Vista. No trajeto entre São Gabriel e Santa Isabel, ela conheceu as comunidades de Arurá e Cartucho, onde experimentou pratos típicos, como quinhapira, xibé, bejú, entre outros. Em Cartucho, ela também pôde assistir a uma apresentação cultural intitulada  MANIAKA MURASI (Dança da Mandioca).

Texto: Raritom Horáricio – Comunicador Indígena da Rede Wayuri e Ana Amélia – Jornalista do ISA.

Imagem: Reprodução

Edição e Revisão: Gicely Caxias – Coordenadora do Departamento de Comunicação da FOIRN e Marivelton Rodrigues – Diretor Presidente da FOIRN.

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